terça-feira, 13 de outubro de 2009
Subversando
Acreditando naquilo que bem entendo
Faço um reino imaginário
Onde pinto um cenário sem paredes
Logica co- existente
Um pleonasmo vicioso
Comparando o antes o agora e o depois
Tramando algo meu
Expondo de uma forma singular
Os pluralismo transversal
Que me é imposto
Subversando eu os outros e eu.
Teto de vidro
estilhaços a reagir
os gritos abafados
estouro as costuras
e o grito no vazio
tomo ar
meu telhado
quebrado
vento instalado
e as pedras não param de cair
telhado de vidro ao chão
mãos cortadas
e o telhado ar
e o grito seco
sangue.
segunda-feira, 23 de março de 2009
O amor no Circo

A bailarina é sozinha em sua perfeição;
O mágico muito irreal para grandes amores;
O malabarista se arrisca;
E coração da menina de algodão doce,
Neste momento bate mais forte pelo,
menino que vende maçãs do amor.
O maestro aumenta a valsa.
E o amor como bolhas de sabão enchem o circo.
E na esperança vive o palhaço pelo amor da bailarina
A bailarina pelo mágico,
O malabarista pela menina de algodão doce,
E o menino da maça do amor, ama só as maçãs que vende, pois elas
são vidras, doces e apaixonantes.
E um catavento fora do circo continua a rodar os ventos de amor distribuindo como um todo, compartilhando este sentimento mágico.
quinta-feira, 12 de fevereiro de 2009
terça-feira, 10 de fevereiro de 2009
Hai Kais
O amor ecoando
Cada verso
Cada gota eu te amo.
Me basta um coração
Um alfinete
Para amar e sangrar.
Me basta um alfinete
Cerejas
Para fazer o amor.
Basta-me o amor
E o alfinete
o resto eu ponho a mesa.
O amor se faz
entre o fio
e a navalha.
Para crescer
filhote de passarinho
precisa voar.
Se os pingos
Molham
é por que o verão está no fim.
Plantei maçãs
E colhi
Elas eram ácidas.
.
segunda-feira, 9 de fevereiro de 2009
Plastics!
Pisei em todos eles de uma vez, a morte neste caso é preferível eles são auto regenerativos, me senti a gigante do reino, minha destruição foi grande todos mortos ou fingindo que é mais o feitio deles. Foi tudo sem querer, foi simplesmente para correr,desligar a televisão ,pois, a chuva tem raios e ficar sem t.v é o mesmo que ficar sem brinquedos? Minha imaginação vai bem mais além gosto quando chove por que me liberto dela, minha casa se torna uma selva e a criança mais livre. Poderia chover sempre! Gosto de anomalias afinal sou um animal sem rabo. Viva meus animais de plástico!
Somos tão plásticos, quanto eles!
sábado, 7 de fevereiro de 2009
Momentos
Em um momento parado
Um morto deitado
Em um momento distante
Uma noiva errante
Em um momento distraído
Um homem ferido
Em um momento ausente
Uma criança que mente
Em um momento presente
Um velho demente
Em um momento agora
a aurora se evapora.
Evaporando aurora todo dia!
quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009
Escolhas

Srta. Emiliana sempre pinta as unhas de vermelho um habito normal, desde o verão passado faz isso todas as quartas e aos sábados, gosta de suas unhas sempre feitas e uma mão macia, ela diz que combina com ser uma mulher sofisticada. Tudo que vou falar dela se resume ao não, veste roupas de marca, salão cortar os cabelos, sorri por que não tem tantos motivos para isto, gosta de gatos. Ela sempre escolheu ser ela mesmo, com algumas excentricidades. Emiliana não gosta de perfumes de flores, de batons da moda, de sapatos de salto muito alto e de meias que parecem pertencer a sua avò, canecas altas, brilhos nas roupas, gelo no suco, e música clássica.
Emiliana agora está deitada em sua cama pequena com seu livro pequeno e no seu mundo também pequeno, mas, com sonhos grandes, ela tem que se definir entre amores.
Sempre existem opções, acha que ler Julia é melhor que encarar a realidade, ou então ver algum casamento lava a alma e garante depois exemplos de frustrações e diversas coisas mal resolvidas. Em sua família nenhum casamento deu certo. Ela tem que tomar uma escolha hoje e beber dessa escolha é tomar o copo de veneno sem alivio é se encher de cicuta e correr todo o quarteirão nua, sua escolha é entre seu namorado e um outro desconhecido encantado, não pensa por que não pode fazer isso sua mente está estática a anos com os falsos amores, anestesiada, toma a chave de casa e corre pela rua molhada com suas unhas do pé vermelhas olha para eles e pensa o quanto sangue existe em uma escolha mal feita, só tem que escolher e na vida tudo é a somatória da escolha e as vezes a sorte para colaborar, ela não acredita nem na sorte nem no amor, nem nas previsões que ela seria feliz com seu namorado. Na praia a cigana disse tanta coisa besta que ela se recusa e lembrar e acreditar.. Sua segunda opção um desconhecido encantado você não o conhece ao certo não sabe da história dele seus gosto e desgosto, isso que a encanta o desconhecido. Simples e direto. Hoje é quinta-feira, ela vai se casar no sábado, pensa que a felicidade existe e que depois do sim o mundo se transforma e transborda tudo ao mesmo tempo, pensa que o amor é fácil. E que sua escolha foi a melhor afinal ela foi escolhida. Ao menos ela tenta suas escolhas.
sexta-feira, 23 de janeiro de 2009
Ela se recria
Se cria
Se faz
Refaz
E por fim o sim.
Ela se cria
Se ilumina
Se retira
Refaz
E por fim é serafim
Ela se faz menina
" meninas são todo inverso ou reverso, é contradição que bate a porta, é um mundo que cria e se espalha ao mesmo instante contrai e retrai. Meninas são daimons ou demons?"
sábado, 17 de janeiro de 2009
Gaza
Já não há gaze para tantos
Mas, Gaza respira,
Ó povo judeu,
Ó povo judeu,
Como querer de um povo condenado ao gueto,
Que a bravura de Gaza,
Faça alguma coisa por Gaza,
sexta-feira, 16 de janeiro de 2009
amanhã – branco
amarelando
e quando vejo
amarelo canário
alaranjando
laranja
tarde – laranja ouro
vermelho
purpura
azulando
roxeando
azulzificando
e por fim noite inteira!
quinta-feira, 15 de janeiro de 2009
Faixa de Gaza
-Oi
-Por que eles se matam na faixa de gaza.
-Por que tem a ver com politica, religião, facções Hamás, é uma luta sem causa.
-E por que lutar?
-Por que eles acreditam!
-E eu posso lutar contra eles?
-Não
-E por que não?
-Por que você tem 9 anos e um monte de coisas para viver.
-É mas, crianças de 9 anos também morrem lá.
-Eu sei.
-E é preciso parar, imagina agora tanta gente morrendo.
-Não vou deixar você ver televisão
-Jhú, mas, as pessoas mesmo assim vão continuar morrendo.
-Eu sei Milena! Mas, eu cansei de morrer por dentro todos os dias.
-E como é morrer por dentro?
-É sangrar pela dor dos outros, e este sangue não ter por onde sair.
-E a gente morre disso de verdade?
-Sim
-Mãeeeeee a Jhu falou que está morrendo!!!!
-Para de assustar a sua irmã
-E eu continuo a morrer. Até quando?
quarta-feira, 14 de janeiro de 2009
Para um desconhecido.
Em todo este tempo eu cresci com você, e compartilhamos tanto que não pode ser quantificado ou mensurado.
Quando passarmos um pelo outro não se esqueça das palavras, os sonhos. Da-me aquilo tudo em um instante só, como velhos conhecidos. E teremos um tempo intocavél para nós lembrar. Eu não quero falar contigo, eu gosto é de pensar em ti quando estou sentada sozinha, ou acordada à noite sozinha.Eu te esperarei, não tenho duvida alguma de que vou te encontrar ainda.E terei cuidado dessa vez para que não te perca. Para todo o sempre dentro de mim, meu nobre desconhecido.
Riciuz - riciando-- costurando
Uma mulher espera por mim
Uma mulher espera por mim, nela tudo se contém, não falta nada,
No entanto faltaria tudo se lhe faltasse o sexo ou a humidade do homem certo.
Tudo se contém no sexo, corpos, almas,
Significados, provas, purezas, delicadezas, proclamações, efeitos,
Ordens, canções, higidez, orgulho, o mistério materno, o leite seminal,
As esperanças todas, bens, outorgas, todas as paixões, belezas, amores, os deleites da terra,
Todos os governos, juízes, deuses, o cortejo de pessoas da terra,
Tudo se contém no sexo como partes de si e justificações de si.
Sem pejo o homem de quem gosto sabe e confessa as delicias do sexo,
Sem pejo a mulher de quem eu gosto sabe e confessa as do sexo dela.
Pois eu me afasto das mulheres insensíveis,
Para ficar com a que espera por mim, e com as mulheres de sangue quente que me satisfazem,
Eu vejo que elas me compreendem e não me repudiam,
Vejo que são dignas de mim e eu serei delas o marido vigoroso.
Essas mulheres não são em nada inferiores a mim,
Têm o rosto tisnado pelo brilho dos sóis e pelo sopro dos ventos,
Há na carne delas, antigas e divinas, agilidade, força,
Elas sabem nadar, remar, montar, lutar, atirar, correr, bater, recuar, avançar, resistir, defender-se sozinhas,
São supremas por direito próprio - são calmas, límpidas, donas de si mesmas.
Puxo vocês para junto de mim, mulheres,
Não as posso deixar ir. vou lhes fazer bem
Existo para vocês e vocês para mim, não apenas para o nosso bem, mas para o bem dos outros,
Envoltos em você dormem grandes heróis e bardos,
Eles se recusam a acordar pelo toque de outro homem que não eu.
Sou eu, mulheres, abro o meu caminho,
Sou severo, cáustico, indissuadível, mas amo-vos,
Não vos machuco mais que o necessário a vós mesmas,
Derramo a substância geradora de filhos e filhas dignos destes
Estados, assedio com músculo pausado e rude,
Firmo-me eficazmente, não dou ouvido a rogos,
Não ouso retirar-me sem depositar o que há de muito acumulei dentro de mim.
Através de vós eu dreno os rios enclausurados de mim mesmo
Em vós concentro mil anos de futuro,
Em vós faço enxerto dos tão amados por mim e pela América,
As gotas que em vós destilo farão medrar moças atléticas e ardentes,
novos artistas, músicos, cantores,
As crianças que em vós procrio vão procriar, por sua vez, outras crianças,
Exigirei, dos meus dispêndios amorosos, homens e mulheres perfeitos,
Eles irão se interpenetrar, espero, como eu e tu agora nos interpenetramos,
Contarei com os frutos dos generosos aguaceiros deles como conto com os frutos dos aguaceiros que agora entorno.
Vou ficar à espera das ternas colheitas do nascimento, vida, morte, imortalidade
Que tão amorosamente planto agora
Walt Whitman
*For You
Aspiro e solto
Solto o que sinto
E ao mesmo tempo re- sinto...
E em pessoas um sonho
E um sonho em cada pessoa...
Fabuloso destino, entre as contradições
Fabuloso é o mágico que faz sua ilusão mais uma vez
Idéias soltas...
Entre as tantas histórias um filme.
Entre tantos mundos uma comunidade
Entre os tantos os raros
Entre os raros os notavéis
Entre estes o amor inesplicavél.
segunda-feira, 5 de janeiro de 2009
? Você sabe?
-É um sentimento um tanto abstrato, confuso contraditório...
-EU perguntei você sabe o que é o amor? Simples
-Sim eu sei.
-E o que é?
-Difícil definir...
-Então você não sabe.
-Sei cada um sabe do seu amor..
-Não você não sabe.
-E você sabe?
-Eu não sei....
Cada um sabe do amor que tem.
Da dor que sente.
sábado, 3 de janeiro de 2009
Que sobra assa
E canta tanto
Que sobra canto
E ama tanto
Que falta coração?
Falta criatura para amar.
sexta-feira, 2 de janeiro de 2009
Seletivando
-É pode até ser
-Então, mas, eu sou extremamente criteriosa por que se não for depois corre o risco de não dar certo e sofrer coisa e tal.
-É pode até ser
-Mas, não tem nada de errado nisso tem? Eu vejo isso como uma coisa boa a se fazer.
-É pode até ser.
-Eu sofro sabe, por que procuro demais e não tem pessoas que sejam dignas o bastante para se construir um relacionamento.
-É pode até ser, mas sabe mais fácil você escolher uma televisão do que um marido.
-E por quê?
-Por que com tantos itens e seleção a tv lhe cai bem melhor, o seu marido seria somente um empregado a sua escolha enquanto a televisão te cairia como uma boa companhia.
Estamos seletivando tudo, não nós permitimos a nada. Ou então nós permitimos muito, a era dos extremos, onde os sentimentos e expectativas são preenchidos por meros clichês comportamentais. Canso-me às vezes de contos de fadas e de feminismos ferozes!
quinta-feira, 1 de janeiro de 2009
Nesta entrada de “novo” Ano que é velho ano..
O que você faria por toda a sua vida?
Tom Jobim em sua canção diz que ele amaria por toda a sua vida, uma só pessoa.
Ele resumiu o seu amor assim:
Minha bem amadaQuero fazer de um juramento uma cançãoEu prometo, por toda a minha vidaSer somente teu e amar-te como nuncaNinguém jamais amou, ninguémMinha bem amadaEstrela pura, aparecidaEu te amo e te proclamoO meu amor, o meu amorMaior que tudo quanto existe
E conclui eu sei que vou te amarrrrrrr por toda a minha vida
E eu concluo hoje, amem mais e intensamente. E por que não por toda a sua vida!
Amar amar e amar três vezes amar! Quem não ama é quem está morto! Ou ausente de si mesmo!
segunda-feira, 29 de dezembro de 2008
Fui e fiquei, sorri por todo o sempre.
E assim sorrindo, nunca mais parti.
E para...
Uma estrela
E para cada grito
Uma pedra
E para cada lagrima
Uma flor
E para cada tristeza
Um pássaro
E para cada amor
Uma gota de mar
E para cada pessoa
Uma pessoa
E para cada amanhecer
Um dia
E para cada noite
Um amanhecer
E para cada música
Uma natureza som
E para cada arte
Um aplauso
E para cada revolução
Uma mudança
E para cada prece
Um desejo atendido
E para cada desespero
A paz.
quinta-feira, 25 de dezembro de 2008
Natal 2008 -Meu conto Infantil
Infelizmente o adulto que vive comigo entrou no stress dos dias na incompreensão na culpa, desespero e egoísmo. Fez tudo que um adulto perfeito idiota que é tem que fazer, fechou-se em um mar de reclamações de culpas, de coisas mal resolvidas. É, pois é no Natal dos últimos anos tem sido assim mesmo, são as expectativas e cobranças demais que sempre a sufocaram. Mas eu sempre estou aqui para sorrir para ela. Por isso eu criança resolvo escrever este texto para lembra a todos da simplicidade das coisas.
Então começo escrevendo, sei que ela está dormindo prefere dormir a encarar a realidade, prefere se refugiar a esperar o tempo, prefere as explosões à paciência. Mas, ela está aprendendo, sei que está ela também tem muito de criança ainda, e espera coisas e vive sonhos acordada.
Mas começando, hoje bem pela manhã sai da cama com os pés descalços por que até colocar os chinelos não iria dar tempo, corri pela casa procurando meus presentes adorados que tinha ganhado na noite anterior. E sentei no chão da sala, peguei meu exercito de bonecas, carrinhos e outras coisas mais e não estava mais na sala nem ouvia, mas as vozes daquela casa, estavam em outras casas de pessoas tão queridas e amadas que eu precisava abraçar e brincar com elas. E cada casa que eu aparecia na porta eles abriam com sorrisos gentis me abraçavam e nos brincávamos até eu precisar urgente ir até outra casa e assim foi o resto do meu dia percorrendo enumeras casas, e brincando com minha criança e desejando ser naquele momento exato um pouco mais amor. Eu sei que minha outra parte ficou em casa dormindo, mas, eu não me importei, pois eu precisava brincar e lembrar como era bom o gosto do Natal. Agora mesmo está chovendo muito acho que vou pegar minha caixa de lápis de cor e pintar um céu azul, um parque imenso e todas as pessoas reunidas como uma grande família, celebrando o amor, esquecendo a dor dos dias, e tentando, confiando que o recomeçar é sempre o hoje.
Por isso hoje a criança que assina tem 5 anos, tem um vestido laranja sapatinhos brancos. Ela não sabe quem foi menino Jesus e não se importa com o presente que vai ganhar nem com a comida que vai comer um abraço para ela é mais importante.Abrace sua criança hoje, fique mais leve.
Ela acreditava em Papai Noel, e sempre colocava sapatinho na janela, daqueles de verniz preto. Montava todos os anos a sua árvore de natal como se fosse um santuário do bom comportamento do ano. Levava capim para as renas do Papai Noel. Somente pecava por um detalhe ela procurava todos os presentes antes e os abria com tamanha maestria tirava todos os durequinhos e depois os colava, e quando recebia o presente fazia aquela cara de surpresa. Sabia o que todos iriam ganhar e sabia até o que não ia ganhar. Nunca gostou de Peru nem das ceias enfadonhas com adultos falando coisas a lá nostalgias. Ela gostava de ficar olhando o céu, e um dia se perguntou por que Papai Noel não fazia uma fita aprova da sua xeretice, nunca obteve resposta. Todos os anos de Natal eram margeados por pelos contos de Natal, pelos especiais de Natal da T.V, e por aqueles abraços memoráveis que só se dá em uma criança que acaba de receber o presente de seus sonhos. E hoje adulta pensa, onde foi parar seus presentes seus sonhos de gavetas seus amigos imaginários e sua crentice.
“Eu sou eu mais a minha circunstância.” (Ortega y Gasset - filósofo espanhol). (Charles Baudelaire- 1821-1867). Para esse escritor “a poesia é a infância reencontrada” .
E se descobrissem a formula seria raro
E se despontassem esses segredos
Seria grande mistério...
E grande força para toda ciência
Sem mais delongas conto o mistério para o vôo.
Amor somente ele em grandes proporções e extensões!
Carta:
Bom dia sol.
Hoje prometo ser melhor que ontem.
E ajudar mais pessoas.
Prometo não responder coisas feias para Maria, mas se for só dentro da minha cabeça pode neh?
Prometo hoje cuidar melhor do meu peixinho “INHO”
Não vou prometer muita coisa, por que tenho uma lista longa de coisas para fazer.
Primeiro quero construir um castelo, não sei se faço a giz, areia ou papel.
Depois que construir este castelo quero colocar algumas coisas essenciais lá,
Gente para morar, mas acho que ninguém vai querer morar de faz de conta.
Faz de conta que nos moramos lá
O planto dor se mistura
A terra saliva
Cresce
E uma flor roxa nasce
Essa flor
É uma pseudo flor
Que tem espécie definida
É a flor da vida
Que o tempo levou
Riciuz
Ferido sobre amor me falas-te
Por bons olhos tinha dei –te este amor
E circundei de rosas seu planto com amor
Ingrata querida do seu consolo fiz-te
A mais rogada senhora do meu viver
E me dês-te o desprezo alma minha
E me dês-te este seus seios maculados
Bom gentil servidor fui para ti
E imolastes todo este ser nos teus
Caprichos cobra cruel sedutora
Maçã do fruto que plantei-ei
Faço da minha suplica ultima
Véu de sangue pulpura
Riciuz
Na tarde de domingo depois do café da manhã parecia que o tom da voz o poro e toda cor mudava..
E assim foram durante os dias, mudanças ocorrendo pouco a pouco, dando adeus a alguém como se não fosse parte.
As janelas abriam e batiam pela manha os raios do despertar tudo anunciava o novo, menos meus olhos abrilhantem sobre tal novidade. Só viam a velha cera vermelha do corredor e as trincas do banheiro azul e rosa.
Não gostava das tarde de Domingo elas me davam tédio e isso me abrigava muitas correntes. Ele se mudava dali partia em espírito e eu não me dei conta, estava presa em correntes naquela casa, com aquele jeito de ser mulher, de cozinha mulher de marido, mulher da vida.
E ele se foi bem debaixo da tarde de Domingo se foi e não voltou, não foi para a terra voltou para o ar ou voltou para lá, voltou para fechar a janelas.
E eu ainda o espero como naquela tarde, sobre flores.
- Vou sentir saudades!
E escorre o translúcido prata que diz em um abafado som.
- Eu mais ainda!
As folhas se colorem e descolorem até a chegada da carta branca. Dizendo as mesmas saudades e as boas novas vermelhas.
E as intensidades em tardes rosas da menina azul continuam
Quando crescemos muitas coisas mudam
E com elas nossos desejos
Sempre queremos mais
E o tempo passa
Sempre deixamos com ele lembranças
Memórias que às vezes eu sinto bem perto
É tão perto este sentimento que eu posso tocar
Vou voar com eles
E assim te sentir melhor
O tempo passou a saudades é na velocidade da luz
E vou te encontrar ao longe
Minhas mãos não podem te pegar
Pois você está tão longe
Mas isso não importa, pois nos reencontramos.
- Que dia é hoje?
- Domingo.
- Sim, mas o dia?
-Hoje é um dia que olhei no espelho e vi muitos reflexos duetos e parece que esqueço de alguma coisa.
- Feriado em Belo Horizonte? Faz um ano que a gente se conhece?
- Não
- Não creio esqueci seu aniversário?
- Sim, foi dia 5
- Desculpa o esquecimento
- Tudo bem, eu não ligo para a data, sabe eu só queria saber o dia de hoje!
- Ah hoje é dia 9.
Riciuz
-
Uma prostituta em quase toda esquina
Um bêbado em todo banco
Um mendingo em cada sinal
Uma criança a pedir
Uma mãe a caminhar
Rostos marcados pela linha mundo
São tantos..
Eu os vejo em cada sereno
Cada esquina
Vejo um agora em minha frente
Devo teme-lo?
Riciuz
A sombra da mangueira sento para ouvir o farfalhar das folhas, e mesmo nesta tarde triste e anuviada o vento corre limpando a poeira dos dias, fazendo rodamoinho que revela as pedrinhas e tira as sementes da baqueará da semana passada que caíram.
Este vendo faz farfalhar os meus poros vibrando toda umidade de lembrança longa e curta revivendo, fechando os olhos para o relembra mento.
O vento farfalhou e a fagulha extinta voltou coloriu o cinza juntou os poros e agora vive.
O céu parece descer e as estrelas descem
O sabor tem brisa gosto de água molhada gelada
É dia bem cedo
É estrela no céu
Somente eu e a dança das folhas galopantes.
Sinto saudades de ti!
Vai –te embora
Volta não
Fica de canto
Sai pelo vão
Fica sem ar
Some
Desaparece
Rala
Pelo ralo
Estica pelo vento
Some na poeira
E viva a solidão
Vai dor
Vai –te embora!
E se somos o químico o instrumento e o trabalho, onde é que se esconde o ensaio?
Não ensaiamos em tubo, não fazemos testes, quimicamos, quimequemos com nossos dias, e eles quimicam com a nossa velhice falta de paciência dor.
Mas que coisa boa é esta vida de químico.
Por que bom mesmo é fazer a escolha, dentre as tantas substancias existentes escolher o componente exato daquilo que chamamos de combinação. Combinamos a todos momento e isto resulta a explosão, vida e isto tão somente resulta no amor.
Não tenho vontade de falar sobre...
As vezes tenho vergonha
Poucas eu tenho orgulho
Nas muitas vezes da vergonha fecho meus olhos pensando em ética
Nas poucas que tenho orgulho penso esperança
Sei que não vou conseguir falar mais que isso
Existe um nó na minha garganta que me impede que eu fale, que coloque tudo aquilo para porta afora. Meu grito não adiantaria..
Gritar na terra de surtos de loucos e ladrões e dar margem a cães latirem mais alto
Riciuz
Entre os pés no final de cama que sempre se enroscam em uma valsa noturna
A cada passo, caminhante estrada longa, vida passada, relógio marcado
Sempre deixando o pó para trás e as alegrias em pé
E sobre os pés as marcas, buscando sempre o amanha e o depois..
Pés juntos no rio, terra, areia de praia em fim de tarde em meias no inverno e a distancia no verão
Vivemos pés, por entre os dedos escapou o tempo, mas o amanha e o depois
Sempre!
Riciuz
A rima tola
Daquelas que sai de fundo de carretel partido
O coração achado em meio a fios de linha solto
Diminuto ser que costurou o coração de botão da boneca
E este diminuto se tornou inho para ser mais amor, pois tudo que se conjuga no pequeno é grande na emoção.
-Não posso!
- Mas por que não?
- Por causa da inconstante chamada tempo!
- Mas o que tem de errado com ela?
- Com ela nada é com a gente!
- E a gente ta errado onde?
- Errado nada, nem me lembro...
Dentro dele somos um pouco palhaços, pois com o riso se faz vida e da vida se faz o riso, ingênuo e tolo do bom bufão que faz todos rirem que transforma as cores e faz dos momentos algo único. Dentro dele somos um pouco malabaristas, com grandes claves suspensas ao ar lidamos com esses enfrentamentos diários sem deixar as coisas caírem, elas podem até vacilar mas somos habilidosos ágeis, e o show tem que continuar. Somos mágicos, temos sonhos impossíveis, viramos uma cartola e do nosso esforço nascem flores, voam pássaros e mais um sentido espetacular. Neste picadeiro somos trapezista que buscam na mão do outro a confiança do risco no ar. E assim construímos nosso circo. E todo o circo faz gracejos e festejos por onde passa, faz do seu trabalho sua profissão algo de alma. E o circo precisa viver para todo o sempre e o cortejo do ultimo espetáculo é triste para quem vê é grandes saudades ,mas, tendo a certeza que ele vai continuar em toda esquina do céu ficamos mais felizes e dizemos um breve adeus. Por que circo é assim onde passa faz história e quando parte vida só fica a eterna saudades.
Conselho este!
Tire este seu coração da estante esse pó de areia, e vem amar de novo.
Não tente ame.
O resto são só conselhos.
Riciuz
O céu é grande e vasto, seu azul intenso, com nuvens brancas de titânio.
Entrei em uma roda que me guia ao céu e com suas mãos sobre as minhas não senti vertigem nem medo na subida paramos para ver o horizonte. Eu queria estar para sempre, tocando as nuvens estrelas e na certeza da sua mão com a minha buscando apoio.
Na queda abaixo senti medo, sua mão não estava mais lá e parecia que esta tudo virando sobre o meu próprio eixo.
Quando meus pés tocaram o chão tive a certeza que rodas gigantes imperam assim como o amor entre suas subidas e descidas.
Eu rodo para o alto paro por um instante e no outro já estou no chão da vida.
Viver a emoção dos dias isto é a roda da vida.
Rasguei as cartas
De amor
Amor no papel
Rasguei e queimei
As velhas coisas
As nostalgias foram embora
Rasguei um passado material
Fiz do rasgo um ultimo abraço
Amanha não terei o papel amarelado
Ele ira decompor
Para repor outra historia outra carta...
Riciuz
2008-07-10
Que acorda todas as manhãs.
Reside em mim um espírito noturno
Que acorda todas as noites
Só me resta então viver pelos dois.
Riciuz 2008-05-03
Abismos existem, mas constroem sempre pontes altas para serem ultrapassadas, não existem cavernas... e sim somente lugares para dormimos, repousarmos, pois a aventura nunca acaba. Ela começa agora acaba de começar, abra seus olhos vista seus chinelos.
Cuidado com os degraus eles são altos para quem nem nasceu...
Riciuz 2008-01-09
Subtração
Divisão
E multiplicação
De gramáticas
Dicionários
Gêneros
Semântica
Sou gente!
Ambulante
Historionando
A biociência
Chamada
Vida
Ouço la revolucion?
O tenho já passou
Mas me lembro de tanta coisa
E coisas boas
Que quando eram
Eu nem me dava conta
E agora que passaram
Me levam a mão na consciência
E aquele suspiro saudosista
Ah! Que saudades!
Passou e eu passei com eles?
Será que fiquei pressa ao tempo espaço remoto?
Ou será que deixei –me em algum lugar?
Não sei...
Ah! Que saudades!
Suspiro
Riciuz
Sem pesar
Sem sentir
To existindo
Para existir
To fazendo
Por fazer
Vivendo
Por viver
Existindo
Por existir
Isto é
Exis
Tir
Mentir
Vou viver
Mais
E existir
Menos
Riciuz
Nasce com ele à vontade de ti dar Bom dia
E ao longo do Boa tarde
Ao anoitecer, uma boa noite.
E assim evocar todo o bom em dia, tarde, noite.
Fazendo do bom uma constante, de um desejo meu para você sempre!
Riciuz
Renascer, a cada ação
Ser, por toda a vida
Aspirações, desejos que me perseguem
Liberdade, em cada passo, vertigem de uma dança.
Riciuz 2008-02-15
Entre os foliões
Eu te vi passar de um jeito
Bobo de ser
Sorrindo acenando para gente estranha
Não parecia você
Mas era com certeza
Algum personagem seu
Colocou a mascara
Disse para mim que iria ser natural
Natural é ser você mesmo
Não precisava tanto
Precisava disso?
A alegria é algo
E vc tem dela?
Riciuz 2008-02-04
Acabou
Vê o lírio em praça
Secou
Vê o gato na janela
Morreu
Vê você no espelho
O tempo se esqueceu...
Riciuz 2008-06-17
Vejo além dos montes, montanhas e nuvens.
Meus pés andam até o limite de sua pessoa.
E param
espantam
Dobram-se para te ouvir
Sempre estão contigo.
As marcas,
As palavras
O ser
As minas de longe de carvão sabem.
E os cafés da cidade vêm.
O ourives do outro lado da rua também
No geral é que guardo você sempre comigo...
Eu amo você – Primeiros 5 anos
Amor eu gosto tanto de você – 1 Década
Passado 2 Décadas a mulher – Está chegando nossa boda de ouro
Na boda de Ouro – Eu sei que não foi fácil superamos tudo e estamos aqui.
Pensamento de Mulher – Meio mortos...
Mas, para que?
Para sonhar!
E para que sonhar?
Para ser mais feliz.
E quem não sonha, não é feliz?
Não sei.. faz tempos que não sonho e que não sou feliz.....
Riciuz
2008-04-21
quarta-feira, 19 de novembro de 2008
A noite dobrada
Dobra os brotos e rosas
E a noite que vem dobra as roupas do varal
Dobra as dálias e camélias.
E as noites que vem
Dobraram, eu e você.
Ps: Dobrando sempre para dobrar melhor.
segunda-feira, 17 de novembro de 2008
Marcos Valério e o Amor!
Resposta:
-"Eu me mantenho no direito de ficar calado" declaração segundo Marcos Valério...
E a moça passa alguns dias a se perguntar da tal subjetividade da frase.
Calado até quando?
quinta-feira, 13 de novembro de 2008
Oi?
Por que você não tem namorado?
Por que eu não quero...
E por que você não quer?
Não sei, Vitor me deixa seguir a aula...
Passada uma semana...
Tia, tenho um presente para você Prô!
Oh Vitor obrigada.
A professora rasgou o embrulho e viu um bonequinho de papel vestido de terno muito elegante.
Nossa, Vitor muito bonito mesmo!
Ah que bom que você gostou Prô.. Por que agora você pode casar com ele!
Vitor eu não posso me casar com bonecos.
Mas, Prô todo mundo tem um namorado
É Vitor tudo tem a hora certa para acontecer...
No outro dia
Vitor leva á escola um relógio, jura que achou a hora certa da professora ser feliz!
terça-feira, 11 de novembro de 2008
Chuva na rua
E o amor que chega
E não sabe onde se por.
Talvez ele se decomponha em Si maior
Com as gotas de chuva que caem
E brindam umas nas outras
Ou talvez ele fale ao vento somente.
E agora passado o tempo isso é confidencias de estrelas
Este amor talvez seja grande, talvez seja pequeno, mas, não era para acontecer comigo. Pois era uma sexta de novembro era tarde da noite e eu me esqueci de mim por um momento. Os vagas lumes iluminavam assim como as conversas o vento e o todo por dentro. Era a amplitude do todo, retumbando sereno o amor que chegou como o vento.
Desabafo metafórico
terça-feira, 4 de novembro de 2008
Comida Verde
- Alface João!
- É arface
- Certo e por que não?
- Por que não....
- Mas isso faz você fica forte e não ficar doente.
- Se mato fosse bom o meu coelho não tinha morrido.
- Mas João ele morreu ... Por quê....
- Já sei por que ele não tomou água
- Não...
- Então Por que Professora:?
-Ah, por que ele comeu flor...
- Nossa mas tem bicho que come flor e não morre.
- Ta bom, come o que você quiser ta João!
- Prô, o coelho não morreu!
- ....
- Mas, é que ele tinha que morrer um dia né?
- É João todo mundo morre um dia...
- Mas os coelhos não deveriam morrer afinal mato é saudável
- Certo... Mas todos morremos.
- Até você professora?
- Claro...
- E quando vai ser?
- Talvez daqui a pouco..
João come todo o prato e se enche de salada.
- Nossa que bom você comeu tudo, muito bem!
Depois de meia hora no parque, uma roda de crianças começa a conversar baixinho e João logo corre e fala:
- Professora antes que você morra quero contar que eu comi tudo o mato e que adoro salada, não vou mais fingir que escovo os dentes e não vou quebra mais as pontas dos lápis e nem colocar o dedo no nariz.
E assim começou um monte de crianças a falar um monte de coisas que não iria fazer mais.
- Eu sorri, e disse que tudo aquilo era bom.. Mas que eu iria demorar um pouco talvez muito.
Eles me olharam desconfiados e voltaram a brincar, mas, Giovanna que perdeu o pai se agarrou nas minhas pernas e ficou. E eu somente peguei no colo e disse que eu era imortal feito mulher maravilha e tinha super poderes, mas que ela não podia contar para ninguém que era segredo, ela tinha que ir correndo brincar.
E assim foi todas as crianças sabem do tal segredinho de eu ser a mulher maravilha, logo na minha primeira gripe uma reação adversa, outro capítulo para amanha isso.
segunda-feira, 3 de novembro de 2008
Finados
É dormir para sempre no corpo e a alma voar para outros mundos.
O Homem aranha vai morrer algum dia?
Não sei, ele é um herói.
Mas, se até aranha morre por que ele não pode morrer?
Não sei Vitor.
Mas, professora você tem a resposta!
Está bem, ele morre!
Ufa! Ainda bem!!!
Por que Vitor?
É por que meu tio mora no céu, e ele adora o homem aranha! E o homem aranha poderia dar carona um dia para ele na sua super teia.
Mas, Vitor lá eles voam!
Que nada professora, nem anjo tem mais asa no dia de hoje!
Ah é e como você sabe?
Sabendo oras! Olha para mim eu tenho asas?
Não, você está falando que é um anjo?
É pelo menos minha mãe acha.
É Vitor você é um anjo!
Está vendo só Prô eu tinha razão! Ah o homem aranha vai demorar um pouco será que o Batman ou o Super- Man vão para lá antes? ... Proooooooooo o Super – Man clarooo! Ele voa e vai para lá direto. Vou mandar uma carta para a Casa da Justiça!
Vitor... Ele já tinha corrido para ver sua mãe e eu fiquei olhando para o céu buscando asas ou super poderes que nem a morte pode dar jeito.
domingo, 2 de novembro de 2008
Ninos
-Ah é, mas, por que?
-Por que eu tenho que olhar para as costas do André.
-E como você queria andar de lado de mãos dadas.
-Pois, então ande.
O quanto somos condicionados a andar um atrás ao outro, a sermos números, a nós vermos pequenos. E um nino, viu com outros olhos o andante da vida.
Semanas depois:
- Hei, Artur e como você está se sentindo andando de mão dadas com seus amigos?
- A Prô, eu gosto muito. É que nem dar abraço, a gente sente o amiguinho pelas mãos.
E o que é esse sentir?
- Sei não, só sei que é igual abraço da mamãe, é um sentimento muito legal e bom.
Sejamos mais afeto, hoje e sempre desenhar mãos dadas e fazer sempre andar por entre o caminho de tijolos amarelos que dá em Oz.Olhar o outro e andar ao lado talvez seja uma proposta romântica, mas, em tempos glaciais que nos encontramos, os pequenos voltam a ser mais amor, e eu aproveito com suas pequenas peças de afeto. Para ficar afetada por esse amor simples humano e sincero.
Sejamos mais sinceridade e amor hoje.
quinta-feira, 23 de outubro de 2008
Apagadores
E seus carros os apagadores
Que correm e deixam fumaça giz
Quem vence é quem brincar mais antes que a professora chegue.
Quem perde é o dedo duro que delata todo o percurso.
A professora diz que giz faz mal e continua sua aula
Mas a imaginação dos pequenos ainda está na corrida de apagadores
Quando crescem não brincam mais de carro, não sabem mais apagar as coisas, e nem desenham com giz. Quando crescem se aborecem.E se aborecem, por esquecer dessas coisas simples que gostavam de fazer!
Ps: Brinquem com vocês!
quarta-feira, 22 de outubro de 2008
segunda-feira, 20 de outubro de 2008
Beijou Maria!
Sem querer
A lua viu tudo.
E querendo explicação
Fechou no canto escuro.
Foi assim que foi o eclipse lunar.
E o sol querendo perdão
Tratou logo com a Lua
Do casamento
E os dois vivem felizes se namorando.
Ps: ame mais para ser melhor!
sexta-feira, 17 de outubro de 2008
Por isso que veio a noite,
Comi toda a noite..
E por isso veio dia..
Ps: Dialéticando o tempo para ver se dura mais!
Gosto do jeito
Do estranho modo
Do ser composto
Gosto do cabelo
Do estranho jeito
Do composto figurino
Gosto do nome
Do estranho aparente
Do ser desconcertante
Gosto da voz
Do pensamento tempestuoso
Do ser tão misterioso.
Gosto simples gostar composto!
Amo simplesmente.
A vida é o amor.
Oxigenando as células.
E vivendo um pouco dentro de mim.
Organizando a vida em hemácias.
Ps:Eu sou pra você, o que voce é pra mim!
Hoje o bom dia, não é um desejo mecânico normal de convivência.
Eu dou bom dia por que desejo isso.
Eu dou bom dia com toda fibra que vibra.
E finalmente eu dou um bom dia para você.
Aquele bom dia meio cantando, meio gritando, falado baixo, arrastado.
Bom dia para Senhora da vila.
Bom dia para o Senhor da Mercearia.
Bom dia meus amigos e amigas.
Bom dia para quem faz mais sentido o meu Bom dia!
Ps: Para todos os queridos que fazem do meu dia mais dia e do meu amor mais amor. Eu@!
quarta-feira, 15 de outubro de 2008
Cetim
Morava boneca
Que há tempos não via;
Ela se pintava toda a tinta;
Para se fazer mais bonita no baile da vila;
E no meu rosto
Morava boneca
Que á anos não vejo
Ela se pintou e dormiu um sonho profundo.
Amou
E no cetim de seu vestido, mora todo o amor do mundo.
sábado, 11 de outubro de 2008
Calo simples.
E calando
Eu me emudeço
E não tenho força alguma contra
É assim que é João.
O sempre calado povo.
Calo calejado povo democrático
Eu calo simples eu me calo.
Minha força é inexistente frente ao paredão.
Não existe mais forma da dura perseguição.
Existem formas, menos perversas.
Mas silenciosas.
O povo se cala e não vê
Existem regras a serem seguidas
Tenho medo!
Calo
E simples calo!
" Vou pedir a santos em teclados para que envie uma luz para o país, em tempos de crise até teclado pede"!
Ps: Para o Léo
domingo, 10 de agosto de 2008
Fecundando
Segundo fecundado
Pela raiz da veia tempo
Germina a gema
Do espaço
E a gema
Faz do ovo
Raiz da vida
E a vida do ovo
Nascer uma nova fecunda
quarta-feira, 6 de agosto de 2008
O certo é um tanto incerto
O mar brinca de ser luz
E a menina brinca de ser sonho.
As ondas correm pelo céu
O mar escorre pelo ar
E a menina escorre pela torneira
A lua brinda a noiva nova na cidade
A cidade brinca de ser lua
O mar brinda a menina
O mar mora na lua
A menina mora na cidade
E o sonho brinca de ser mar
O mar namora a menina
A menina brinca com o mar
O mar de tanto esticar sai pela torneira
E o sentido não necessita
Nem a rima, nem o sentido
Nem a correção
O certo é um tanto incerto meu pai!
deixa eu fazer canção da minha confusão e refúgio na minha grande bagunça
domingo, 3 de agosto de 2008
As conversinhas
O menino olha não responde e a professora começa a tentar adivinhar possíveis profissões.
- Médico?
- Não
- Veterinário?
- Não
- Professor?
- Também não.
- Então o que?
- Cortador de cana.
A professora fica parada estática sem saber o que falar, pensa no menino passarinho de 6 anos com um facão na mão, e pensa que a gaiola escola as vezes não ensina o que devemos ser, ou será que ensina?
Cortador de cana é fazedor de açúcar e para ela a vida mais doce, ele tem o nome de Peter é por isso que tem esse sonho, só falta agora querer ir para a terra do nunca. Nessa escola de meninos passarinhos Peter já chama atenção por sua ousadia, inocência?
Pode ser tudo ao mesmo tempo..
sábado, 2 de agosto de 2008
“Valsas invisíveis” serenas
sereno
tudo começou em setembro
sereno
tudo começou no beijo
sereno
tudo começou na valsa
serena
tudo começou no encontro
sereno
tudo começou no invisível
sereno
tudo começou na distancia
serena
tudo começou na dor
serena
tudo terminou
sereno
a valsa invisível
do sereno que escorre hoje
será o livro a recordação?
sereno
quarta-feira, 30 de julho de 2008
Sapo Azule
A professora volta para a sala, abre a porta e sai a saparia a água e todo aquele tantão de estrelas.A sala volta a ser uma sala de aula normal. E as crianças ainda sorriem e esperam o jacaré para um visita surpresa. Afinal eles só tem 4 anos!
A gente sorri por qualquer coisa assim, e para não chorar a gente ri de qualquer coisa mesmo. Os velhos ditados são imporporados as velhas frases, a magia fragmentada em versos, as palavras homeopáticas e a vida sorri.. ou somos nós que sorrimos para ela meio amarelados?
segunda-feira, 14 de julho de 2008
quinta-feira, 10 de julho de 2008
As Maçãs
Não escorre o veneno
Escorre os bueiros
Do fino madrigal
A maçã
É tão rubra
Em meio a tantas rugas
Que se passam
Olham curiosas
O que será que olham?
Será seu veneno?
Será seu orvalho?
Seu vestido?
Ou seu cabo?
Maçã não é menina!
Não é gente!
É fruta
Flor – fruta
Que fruta – flor!
Maçã não se perde
Apenas se despede
Vai andar por outras bandas
Cansou de sorrir criança
Os banqueiros sorriem como
Se fosse o ultimo desejo.
Toda feira, rua, avenida e casa tem uma maçã para quebrar o movimento da vida, vermelha e verde!
segunda-feira, 7 de julho de 2008
De.senha.
Para ver se enquadro
Melhor o quadro
Desenho melhor
Para ver o quadro
Enquadro o quadro
Melhor o quadro
Que enquadro
Desenho o ver
Enquadro o quadro que vejo desenho.
to vivendo o hoje plantando o ontem e colhendo o depois...
domingo, 6 de julho de 2008
Os quadros
Uma pequena história.
Começo meio e fim
Quadros, quadrinhos, quadradinhos
Quadro para quadro
Quadrinhos de gente
Inventando inventar
Criando o criar
Revivendo o reviver
E viver o vivendo
Verbo ser estar
Quadro tira
Tira de quadrado
Vivendo o compacto
De ser uma tira de quadrinho.
Eu voltei, depois de tempos a saudades é grande a escrita pulsa. vou pintar isso com mais cores.
segunda-feira, 21 de abril de 2008
Bate na janela vidraça trancada.
Bate o vento do norte e sul
Com tamanha voracidade
Que tira toda tinta azul
Metas métricas do tempo espaço medido sou
Metas métricas do tempo espaço medido meu
Metas métricas do tempo espaço medido nosso
Metas métricas do tempo espaço medido todo
Metas métricas do tempo espaço medido
Metas espaço métricas do tempo todo perdido nosso...
Da sempre curo a dor com lisador
Da ausência de sempre
Para curar da dor anador
Da ausência sempre presente
Para passar o corte merthiolate
Da ferida
Gaze e ar fresco
Do tudo mais mal resolvido
Não tem remédio...
domingo, 13 de abril de 2008
Não só tenho diamantes
Conte-me
Não são quebráveis
E o que queres de eterno?
Seu amor.
" Para se apaixonar pelo apaixonante todo dia" Riciuz
sábado, 12 de abril de 2008
Não sei se vou vê-lo no próximo verão
Ele tem olhos verdes lindos
Não vai a missa de domingo
E diz não acreditar nos padres
Nas manhas de sábado vai a feira com a sua mãe
Coloca seu all star sujo seu cabelo sem pentear
E eu o olho como se quisesse disfarçar
Ele olha devolve o olhar.
Mas não sei que olhar é esse
Escrevi cartas para deixar no portão
Mas não tenho coragem.
Já recebi uma flor no meu portão
Mas deve ter sido o vento que trouxe
Ele é tão vivo que seus olhos parecem ter magia dentro
Não sei por onde começa seu sorriso nem por onde termina
Eu não sei dizer nem por que eu gosto dele
Tenho medo da mãe dele notar
Por isso que não fico muito a olhar a casa ao lado
Eu sei que estou leve hoje não sei se por gostar dele
Ou por ter visto ele no meu portão
Ele é assim uma mistura de sonho com canção
Coisas de coração de uma menina...
Ele se muda semana que vem
Meu coração vai com ele
E olha a chuva que vem vindo...
Coisas de coração de menina
Enquanto o lá não vem
Fico com o ka de meu
O lá mora longe
O ka vem de eu quieto sozinho
O lá mora longe além de lá
Enquanto lá não vem
Ka estou eu.
Riciuz
segunda-feira, 24 de março de 2008
Paineira
-Sim ela é linda. Acho que você gostou dela por que as flores são cores de rosa!
-Não tia, gostou dela por que ela é grande e da uma boa sombra! E você gosta dela por quê?
-Gosto do seu fruto do seu algodão gostos dos seus espinhos e da sua boa sombra, gosto de tudo nesta árvore.
-Então por que não planta ela tia?
-Por que árvores assim são grandes demais para quintais pequenos como o meu!
-Mas seu quintal é grande!
-Sim eu sei, mas não quero sombra em casa...
-Mas sombra é bom.
-Sombra é bom Meninha, mas sua tia sempre quando se deita para descansar lembra que á tanto a fazer.
-E por que não faz tudo isso cantando em baixo dela?
-Por que elas são grandes demais e o vento sempre vem quebrando galhos espetando feridas.
-Tia será que a gente esta falando de árvore?
-Não estamos falando de amor de paineira.
-E como é amor de paineira?
-É amor que cresce com tronco cuidadoso, da flores, frutos e vira paina e corre solto pelo ar, precisamos sempre recolher ao vento.
-Tia eu não entendi é nada, Só sei que a árvore é linda com estas flores. E que você precisa de uma no seu jardim.
“Precisamos de mais sombra” Riciuz
O coração foi deixado aos roxos, ficou flor de amor perfeito, tava oco por dentro nada ocupava o canto que tudo preenchia você, em todo lugar tinha ainda a meia esquecida, a música escutada, o beijo perfeito, a palavra sincera. Os ecos dos ocos vasculares me fizeram chamar por diversas vezes seu nome e sempre ele voltava mais intenso e chamava sozinho na amplitude de toda cavidade do meu ser. E o tempo esqueceu de passar, a dor de curar, e eu de procurar cicatrizar.
Flor de amor perfeito fui eu te dar, procurar no bairro da liberdade em esquinas museu estações. E não te achei como antes achei mudado diferente, estranho, não te conheci por nada. E agora os ecos param de gritar a flor de amor perfeito não tem mais cor, passou...
Queria-te como amigo, mas, hoje não sei como saber definições.
Onde está você, deixamos-nos a 7 Meses, e você se mudou para Antártida
"Para um amigo este conselho simples"
Nota 1
Mas a única coisa que consigo pensar é na família nos amigos e em seus problemas.
Soluções eu tenho algumas, mas existem delicias da dor que precisam ser passados por eles...
Eu sei que depois de um tombo arranhão ou dor de cabeça tenho remédio para quase tudo.
Enfim dores de todo mundo para todo dia eu assoprar cacos de coração para ajuntar, e palavras de amor para derreter coração de calcário.
E vamos vivendo assim entre as notas fantásticas desta vida tão vida.
sábado, 8 de março de 2008
Nostalgia
E de sobremesa?
Fotos preto e branco
E o café?
Acontecimentos e historias
E depois?
Saudades.
Quero viver saudades hoje! riciuz
quarta-feira, 27 de fevereiro de 2008
- Hei Menina. O que você vai ser quando crescer?
- Gente grande!
- Não perguntei que profissão você quer?
- Bem, eu já tenho minha profissão!
- Como assim já tem uma profissão, você ainda tem 6 anos!
- Eu não preciso crescer para ser eu já estou sendo, não vê não? Sou médica cuido do avô todo dia e dou remédio. Cuido das Bonecas sou mãe professora cabeleireira tudo junto e ainda psicóloga delas. Sou desenhista, mas estou abandonando a profissão meus lápis estão muito pequenos... Ta vendo não preciso crescer para ser.. Já estou sendo.
O homem olhou com tamanha indignação e perguntou:
- E o que você acha que eu sou?
- O Senhor é investigador de polícia é claro, quer saber o que eu sou e o que eu faço. Tudo bem vou me entregar, eu roubei biscoito ontem da lata da vovó e também enganei o Bob (cachorro). Mas o pior de tudo é que eu escondi a Anna Bele (boneca) e não sei onde ela esta agora.
- Eu não sou investigador de policia, mas posso de ajudar a procurar?
- Se o senhor não é vamos brincar comigo vou mostrar todos os meus esconderijos. O que o senhor vai fazer quando crescer?
- Mas eu já sou grande sou escritor!
- Grande escritor eu não sei, mas que o senhor é grande isso é!
"Contínuo a ser criança...Riciuz
sábado, 23 de fevereiro de 2008
-Tia por que você ta triste?
-Por que meu amor mora longe.
-Mas ele mora perto!
-Não ele mora muito longe a vários Kl de distância em outro país...
-Não ele mora perto!
-Olha a lua está vendo? Está bem distante não está?
-Sim está.
-É quase a mesma distancia, que ele esta agora.
-Tia eu já disse que ele mora perto!!
-Perto onde?
-Dentro de você!
-E como ele pode dentro de mim?
-No seu coração! Que pergunta mais boba a sua!
-Ele mora sim, mas eu não consigo ter ele aqui comigo...
- É por que você esqueceu de amar ele hoje, mamãe diz que quando a gente sente muitas saudades de alguém é por que esqueceu de amar a pessoa. Não olhe a distancia tia olhe somente a estrada. Meu pai sempre disse isso para minha mãe!
"Amor de longe, amor de perto, amor simplesmente amor." Riciuz
A gente é de ferro?
-Tiaaaaaaaa por que você ta doente?
-É por que às vezes o corpo falha e precisamos colocar uns óleos para arribar e assim continuar.
-A gente é que nem carro?
-Mais ou menos
-Todo mundo aqui vai trocar óleo?
-Sim
-E quando não funciona o que acontece?
-Enferruja
-Ah!
Ele brinca com seu carrinho azul e verde na recepção do hospital fazendo do carrinho uma nave, um barco e depois um avião.
O menino Diego de 6 anos ruivo de sardas grandes vai caminhando com seu coquinho nu.
-Tiaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaa ele ta enferrujando olha só ele!
-Não ele só tem sardas, meu filho!
-Não tia acho que ele foi um menino mal e a mãe deixou ele na chuva e depois cortou o cabelo dele, ta parecendo cabeça de prego enferrujada.
-Ele vem aqui trocar óleo Menino, por isso que ele esta careca.
-O que é câncer tia?
-É um monte de piruá que nasce na gente e depois virá pipoca, aí num tem espaço mais para gente. Para acabar com isso é só óleo de quimio.
-Tia mais você vai ficar boa. O menino prego enferrujado também
-Assim espero!
-A gente é de ferro?
"Ferro fundido em altas temperaturas do tempo de fé e simplesmente de bons amigos" Riciuz
domingo, 17 de fevereiro de 2008
Mãeeeeeeeeeee eu cai (O menino chorando e segurando o joelho)
Levanta e vai se lavar não quebrou nada antes de casar sara
-Gui o que você está fazendo?
- Tia passando cola no joelho vai que eu quebrei mesmo, quem tem visão de raio x é só o super homem mamãe esta longe disso.
-E o que é isso na sua mão?
- É que minha mãe disse que antes de casar sara. Aí eu pensei que a pessoa que eu mais amo em todo esse mundo é você, ai fiz esse anel de papel espero que não se importe é só de mentirinha a gente engana o machucado sabe ai eu saro e você pode voltar a ser minha professora.
- Gui me empresta sua cola?
- Para que tia? Você machucou o joelho?
- Não para colar meu cor cordes.
Colando para ver se dura mais... Riciuz
quarta-feira, 13 de fevereiro de 2008
Hoje busquei pães, para ver gente com rosto conhecido.
Vi somente os velhos de sempre
Hoje fui buscar pães
Para ver velhos franceses
Hoje fui buscar pães
Para ver velhos franceses burgueses doentes
Hoje fui buscar pães
Para ver os pães velhos de sempre
Hoje fui buscar pães
Para ver o velho da padaria com seu mal-humor de alvorada
Hoje fui buscar pães
Para contar os passos de 87 até minha casa
Hoje fui buscar pães
Para tentar ser um pouco mais feliz!
terça-feira, 12 de fevereiro de 2008
A noticia veio como um trovão rasgando o céu fechado, e se transformou em uma chuva torrencial. Anulei a noticia, preferi esperar o tempo a fé que são o melhor remédio para doenças. Passaram 5 meses, mas foram 5 anos e alguns meses os dias para esta doença são como anos e cada dia é uma vitória.
Tinha breves notícias sempre sobre o estado da querida amiga, no entanto eram sempre amenas, visitei algumas vezes bem menos do que eu gostaria, eu sinto pela dor dos outros.
Viajei para longe para buscar o tratamento quimioterapico, e o que encontrei além de rostos esperançosos foi historias de vida de pessoas que querem viver mais, ser mais, além...
E o que descobri é que o amor transforma, recupera, regenera.
Estamos a falar com câncer, mas a cura para toda doença; só não a para a descrença.
Estamos lutando ou apáticos no tempo? Prefiro pensar que vencemos todos os dias, uns mais outros menos depende da sua intensidade de fome de viver mais.
A tanta gente no mundo outros vivendo outros tantos morrendo. Podemos morrer, mas nunca nos render. Podemos viver e nos render. A escolha da vida do vivente. Ela quer viver 125 anos e eu 225 para contar as histórias e os feitos.
segunda-feira, 11 de fevereiro de 2008
Até o Ano que vem
Guardei as fantasias, em caixas grandes.
As sandálias com restos de confete.
Os tons de sombras, batons.
Guardei
O samba
A bossa
O novo
O velho também
Todo samba tem muito de
Maria de João
Bossa Nova.
Por entre as ruas não vejo mais os mesmos rostos
Agora voltamos a ser-nos
Guardamos
E ele que disse que conta os anos de sua vida pelo carnaval
Fez mais um ano
Ele guarda toda a alegria
Até o ano que vem.
Que assim seja!
11 carnavais restam
Ou será que 11 se passaram?
Ele sempre passa, e eu, passo a passo com ele em uma contramão da folia sou muita valsa e ele bloco de carnaval.
quarta-feira, 6 de fevereiro de 2008
A menina do 6º andar olhava pela janela vermelha, meio triste, seus grandes olhos verdes percorriam a praça e fixavam sobre a rosa do Seu Manoel.
Desceu as escadas e correu até a praça a rua ainda esta suja de confete serpentina, o carnaval tinha passado, mas, ela nem notou isso.
O sol não despertara estava igualmente ao dia da quarta feira de cinzas todo recolhido.
Sentou na terra. E ficou muito triste vendo que a rosa estava murcha sem vida e suas folhas meio mortinhas.
- Rosa você brigou com o cravo?Já sei desmaio de rosa é assim nem responde quando a gente fala. Quando alguém desmaia a gente coloca água na cara, será que desmaio de rosa é igual?
Ela correu para frente do prédio subiu as escadas correndo.
- Bom dia Seu Manoel
- Bom dia menina, O que a Senhorinha esta correndo tanto assim?
- Sabe Seu Manoel tenho um caso urgente médico para resolver caso de vida ou morte.
-Mas o que é menina o que aconteceu??
- A Seu Manoel, é tão triste que melhor nem dizer.
A menina começou a chorar.
Seu Manoel a pegou no colo.
- Mas pode me contar, que eu não conto para mais ninguém segredo nosso.
- Sabe a rosa do Senhor, então ela brigou com o cravo agora está toda desmaiada no canteiro nem parece rosa mais, ta parecendo erva daninha de tão feia e largada, vim correndo assim para dar um jeito no desmaio, e dar uma lição boa no cravo.
Seu Manoel deu um sorriso doce.
- Vamos então cuidar da rosa, eu vou tirar ela do desmaio ela precisa de água no pé, e sol para fazer a fotossíntese. Eu já vou levar água para ela. Depois você pode ir visitá-la para ver se ela já ficou boa?
- Posso sim, mais vai demorar muito?
- Não é bem rápido.
- Obrigada Seu Manoel.
Ela correu com suas curtas perninhas abrindo as portas, pegou seu giz de cera desenhou um lindo sol, e a nas pontas dos pés pegou emprestada a maquina fotográfica de sua mãe.
Desceu as escadas, viu na Praça Seu Manoel dando água para a rosa, sim ela parecia melhor.
- Aqui está o sol e a maquina para ela fazer a fotossíntese. O Senhor acha que ela pode fazer algo tão complicado assim sozinha tirar fotos e desenhar? Vou deixar o desenho aqui na frente e tirar umas fotos, por que eu tenho que levar a maquina loguinho se não mamãe se zanga comigo. Mas Seu Manoel o senhor vai deixar uma maquina para ela né?
- O sol não veio hoje Dona menininha por que ele tirou férias logo ele vem, mas seu desenho está bem bonito. A fotossíntese ela faz sozinha ela respira um gás perigoso e depois devolve o ar limpinho para gente.
- A rosa é uma maquina de fazer ar limpo? Ela deve este desmaio de tanta porcaria que respiro. Mas mesmo com tudo isso que o Senhor me falou eu ainda acho que a culpa toda é do cravo, amor faz a gente ficar meio bobinho, vai que a rosa sobre de amordemais.
- É Dona Menininha, até mesmo as rosas sofrem de amor, mas elas sofrem de amor de ar!
- E como é sofrer de amor de ar?
A menina do 17º apareceu isso quer dizer que continua no próximo dia.
segunda-feira, 4 de fevereiro de 2008
Velho do 1º Andar
Hoje ele saiu para plantar uma rosa na praça da frente, e eu como sou muito curiosa fiquei só olhando da janela vermelha do meu quarto do 6º andar.
Ele plantou com tanto amor e dificuldade, quase que cai o pobre Seu Manuel.
Quando subia as escadas, ele dizia que quem subia escadas com a idade dele ia pro céu mais rápido eu fazia isso sempre, pois afinal mamãe sempre me diz que o inferno é terrível. Perguntei por que ele foi plantar aquela rosa.
Ele sorriu e disse – Rosas vermelhas pulsam do nosso coração são olhos bons de alegrias boas. Vemos tudo quando pequenos e de repente crescemos e perdemos o gosto das miudezas da alegria e esperança e com isso estamos meio mortos estáticos perdidos no tempo e na vida. E como comida sem sal, ou pudim de leite sem açúcar. Sabe menina olhos bons vêem boas coisas. E você tem olhos de toda cor.
Não entendi o que ele disse com isso não, mas que ele é estranho isso é, mas, eu gosto dele mesmo assim. Comida sem sal é sem graça, e pudim sem açúcar cruzes. Preciso ver meus olhos agora será que a maquiagem de ontem deixou eles coloridos de verdade?
A menina do 17º esta me acenando
sábado, 2 de fevereiro de 2008
Fugir
Pegou sua pequena mala
Suas grandes coisas
Abriu a porta
E inspirou liberdade
Foi como um vento lateral vindo da escada
Seu gato angorá deu um miado longo sozinho
Que ecoou por toda parede cinza clara
Sapatos vermelhos de verniz que batem uma leve renda do vestido ao pé
Quebrando a monotonia das 15:00 horas
Hora esta que Dona Dora toma seu chá e joga xadrez, sozinha, ela diz que João seu amigo invisível é uma ótima companhia.
A menina desce escadas dá bom dia ao porteiro que dorme como nunca é Seu João um retirante de Minas, ele fala manso e tem sempre um bom dia diferente.
Anda como que em cada passo sua fuga fosse mais essencial, para na pracinha de frente ao prédio desfaz sua malinha, os pares de olhos curiosos circundam as cores do conteúdo de dentro.
Ela passa delicadamente para Camila, Rafael, Sonia e Osvaldo dividem os doces, bolachas e mais algumas coisas da despensa farta. As crianças todas brincam com a comida, a alegria e a fartura.
Ás 15:35 a menina do 6º andar volta nas pontas dos pés e uma expressão leve como de uma pena que plana no ar, sua baba Dona Maria esta na porta e pergunta
- Onde está à menina?
Disse:
- Que foi ter uma conversa com o porteiro.
E todos os dias a menina do 6º faz o mesmo caminho feliz fugindo do seu mundo triste para espalhar alegrias coloridas, nuvens de algodão doce, pipoca doce, para outras crianças como ela que dormem a luz de estrelas e vaga lumes.
Eu só observo mais uma vez da janela do 17º andar.
sexta-feira, 1 de fevereiro de 2008
Festejos- janela- 17
A menina de saia rosa
Não vai sambar o samba de roda
Deixou de amar o padeiro na semana passada
E agora olha para o dono da banca com gracejos
Entre os festejos de confete
O menino da casa 5
Perdeu seu dente
E seu passarinho morreu
Pois esqueceu de alimenta-lo
Entre os festejos de serpentina
A moça passa batom carmim
Sua melhor liga
E finge ser imperatriz
Entre os festejos de matine
A recolhida passa e ninguém a vê
E tão feia e desengonçada
Que nem o espelho a reflete
Entre os festejos de rua
Bela dança com as pontas
Sandália dourada
Suor na cara
Entre os festejos
O mundo se pinta
Somente eu não coloco a cara para lá
Sou a moça do 17 somente a observar...
segunda-feira, 28 de janeiro de 2008
Olhos de Cego
As pessoas são grande risco
Meus olhos não vêem
E ardem por demais
Estou cega de violência gratuita
O descaso passou
E o que restou foi à dor de uma tarde de domingo.
Acidente de domingo de verdade – talvez um dia quem sabe serei queimada viva?
Tempos insalubres estes...
Mesmo para os sonhadores.
sábado, 19 de janeiro de 2008
Sugam-me toda seiva bruta
Incendeiam a ira
E trazem a luz
Um desassossego itinerário
sexta-feira, 18 de janeiro de 2008
quinta-feira, 17 de janeiro de 2008
quarta-feira, 16 de janeiro de 2008
- Amor meu.
- Começaremos da onde?
- O amor não tem começo, tem?
- Deve ter afinal todo novelo tem um começo.
- E tem fim?
- Sim.
- E como acaba?
- Quando a maquina para.
- E quando ela para?
- Não sei por que não sinto.
- Como não sente?
- Não sinto
- Então acabou...
- Acho que sim
- Mas e tudo aquilo?
- Aquilo o que?
- O que construímos, o viver o amar.
- Aquilo Aquiloisou....
terça-feira, 15 de janeiro de 2008
Os meus poros se enchem de calor
Areia e sal se misturam com o laranja
Ele me arrebata
Cada parte de minha grande esfera
Sou filha do sol mensageira de Osíris
Meus pés queimam vidro
Olhos comem céu
Braços abertos o vento sopra
Lentamente cabelos se emaranham
Sou levada como uma dervixe
Estou queimada, estou queimando.
Sinto a mira o ouro
Sou Sitarih
segunda-feira, 14 de janeiro de 2008
Para entrar em um paletó cortado
Em uma bela lapela
Para ver o vestido rendado em uma tarde de sábado
E a chuva prateada caindo
Um dia eu sei ainda aprendo a ser flor”
Riciando - Conversas
domingo, 13 de janeiro de 2008
- Tia não jogue lixo no chão
Sorri, guardei o pequeno papel no bolso
- Com que você aprendeu isso?
- Mas, que pergunta!!! Você não está vendo são eles!
Eu surpresa!
- Eles quem??
- Os Gnomos é claro não vê ?
- Não
- Mas como não vê tia tem um bem ali na grama
- Desculpa a magia que eu tinha se acabou quando cresci em pé
- Tia você não poderia crescer em pé? Você cresce é deitada, não acredito que você não vê, nós nunca crescemos somente deixamos é de acreditar.
- Sim deixei de acreditar ... tempos de fada de historias e condão
Precisamos acreditar mais em crianças e ser mais magia sempre!!
sábado, 12 de janeiro de 2008
Negação da poesia.
Me nego a partir de hoje a qualquer verso.
Qualquer rima
Soneto verso e prosa
Nego ainda a fala mansa
Aoesias das coisas
Morreu os versos
E a ultima prosa se foi
Ficaram alguns sonetos teimosos
Mas, com o tempo o ar acaba
E tudo fica Aoesia.
Vivemos Aoesia.
Não vendo mais o espera nça
Então fiquemos com AOESIA.
A negação de todos sentimento arterial pulsante









