sábado, novembro 24, 2012

Eu me sinto em casa

Quando amamos verdadeiramente, vivemos a intensidade do amor na forma plena de abraços apertados, beijos açucarados e vontades infinitas e queres sem mais delongas.As batidas descompassadas de um coração que se suspende ao alto e que faz casa quando estou com você! 

O amor nos prega peça, tomamos remédio durante toda a vida para não amar. E quando nós olhamos estamos doentes de amor. Soltos ao ar perdidos ao chão. Roda gigante da vida embalados em qualquer valsinha nos questionando a emoção. 
E o moço ao lado só está pensando em longos silêncios uma forma de dizer -entre vinte suspirinhos- Me namora?

Declaração de amor vintage

O simples respirar do dia. Sopra aquele ar que te angustia. Aquela fome sem ser. Aquele simples querer. E composto ser. Equalizando o te querer. Simples. Te amo

Pedido de casamento

É sempre do tal amor que não me canso de falar. Trilha sonora para os eternos apaixonadores e sonhadores como eu! Que viva o amor!
Este vídeo é a mais singela declaração de amor. No pé do altar e na vida sempre a certeza estaremos juntos!
Voltando depois de um longo período de sono. Sim, me perguntaram se eu não tenho mais idéias tenho tantas que não cabe em um simples diário, meu silêncio é pausa para refletir. Para sonhar acordada e ver a vida por outras lentes estou de volta com muito amor no coração. Não falando somente a palavra e sim das sensibilidades!O mundo é formato por aquilo que acreditamos! Viva o sonho!

segunda-feira, agosto 22, 2011

Resposta ao Passado


Fotos, poesia e músicas, uma grande caixa de recordações douradas.
Poeira, pauta verde com letra miúda, informa coisas antigas e recentes.
Oraculo, daquilo que fomos, seriamos e estamos sendo.
Seguimos com a poesia modificada com a valsa em passo lento.
Os gostos refinados e livros crescendo na biblioteca
E a resposta ao passado, foi que a alegria de alguns dias não passaram;
continuam presente na memória fotográfica com um filme de pequenas partes.
Cores, em um grande entardecer a orla das minhas lembranças.

quinta-feira, agosto 11, 2011

Blocos de fichário

Escrevi blocos de fichário com canetas coloridas, confidencias minhas.
Sempre quem as ouvia retornava com lapiseira pilot em aulas de matemáticas infernais.
As folhas eram tantas que os anos não as jogaram totalmente no esquecimento..
Para aquele que contei meus segredos ficho meus sonhos..
E agradeço pelos longos anos de escrita, companheirismo e amor fraterno.
Aquele a quem contei meus segredos ele fichou em algum bloco da memória, com recordações escritas e vivas. O melhor é que as paginas amarelaram e o tempo não faz diferença entre o compasso e a vida,


Por que sempre seremos eu voce e o bloco.

Para o amigo de Escola " Rogério Cardoso" Rogger

quinta-feira, abril 28, 2011

Escrita

Faz muito tempo que me ausentei da escrita, parece que ela me exercita a ser algo mais. E quando não escrevo vivo quase no desprezo, marginal aos sentimentos e alheia aos fatos que me ocorre. Neste continuo jogo de não escrever tenho visto tanta coisa parido tanta idéia solta que as vezes me assombra que filhos meus andam sem corpo, pois uma idéia sem papel é um filho sem corpo.

As vezes tenho muito o que falar, mas, não tenho voz absoluta para dizer me limito a falar pouco, a pensar muito e a ponderar todos os meus textos guardados. Vai ver é assim, existe uma reserva do poeta, ele se reserva na escrita na fala e no pensamento, pois tem coisas que necessitam de uma grande fermentação. Muitos escolhem mesas de bares para fermentação eu escolho a solidão. Parece-me um tanto conveniente escrever sobre ela e narrar o quanto trabalhamos bem neste dueto unisoro.

Esta escrita que faço agora, é algo não muito poético ou extraordinário e a simples vontade de verbalizar o processo de escrita, que a muito não o realizo por um simples fato, a falta do que falar, penso o leitor esgotado de esgotamentos de vida tento que ver mais uma poesia ou conto, o que aquilo vai de substância falar com ele, gosto de imaginar como as pessoas reagem quando lêem algo que eu escrevi, e como se fosse uma tentativa de ler o futuro, imagino cada passo neste processo e não tenho uma idéia final do resultado, ou pode até ser que eu tenha, mas, não gosto de ficar imaginando como pode ser o processo final de uma leitura. Gosto é de criar sobre ela.

O processo da escrita parte de uma necessidade de dizer algo a alguém de ser claro. De escrever uma carta sem o destinatário certo, é dar um tiro e não saber se quer onde ele foi parar. Escrever é a arte de fazer pintura e não ver a platéia o que me lêem são tão invisíveis. Estou pensando em quebrar a quarta parede e ser leitora de mim mesma, acho que assim eu paro de escrever um dia...

Menina Azul

Em uma tarde rosa, a menina azul, sorria o branco e acenava com suas mãos, era uma partida cinza. O barco verde deslizava pela água vermelha. E a saudade amarela já começava apertar, quando ela grita o roxo.
- Vou sentir saudades!
E escorre o translúcido prata que diz em um abafado som.
- Eu mais ainda!
As folhas se colorem e descolorem até a chegada da carta branca. Dizendo as mesmas saudades e as boas novas vermelhas.
E as intensidades em tardes rosas da menina azul continuam

Conto Encantado

Dois três botões para começar
depois alguns alinhavos para completar;
Cristais, lantejoulas, paetês, confeccionar
Um vestido rendado de céu;
Para se vestir um conto encantado de véu.

Sapatos de cristal para começar;
Maçãs sem veneno para enfeitar;
Longos cabelos para trançar;
E um sono repousante para continuar ;
Um vestido encantado para bailar.

Um caldeirão branco para preparar;
O melhor jantar.
Um violino afinado para tocar;
E um anjo a enfeitar;
E um bolo grassado de estrelas para combinar.

E como se fosse suspensa em ar;
A dona noiva põe-se a chegar;
Com seu cavalo branco;
Passarinhos a assobiar;
Canções de um mundo distante;
Que rimam com canções de ninar.

Seu príncipe esperando;
Com seu sorriso brilhante;
Um bom moço ;
Um belo casamento;
E mais um feliz eternamente feliz.

" Homenagem aos amigos de sempre Amanda e Gu" Ad eternum

Saudades

No domingo a casa da vó, enche de cheiros;
No domingo o vô sempre lê o jornal e informa todas as noticias da semana;
No domingo o cachorro dorme no tapete;
No domingo o relógio não tem pressa para passar;
No domingo tem macarronada e frango assado;
No domingo a casa tira um ar preguiçoso, que até as arranhas se colocam a dormir;
No domingo os avós brindam a família;
No domingo a coisa mais gostosa é o abraço do vô e o beijo da vó;
No domingo começamos a semana parando no tempo;
No domingo somos um pouco meninos;
O domingo deveria ser eterno;


Por Deus! Por que eles não voltam?

Bolacha e Leite

Você tem que tomar bolacha com leite comigo. Por que a noite somos mais verdadeiros. E a Maria com o Toddy são terapeutas finais. Acho que vou falar com eles.

Surto

No mês de Março e em todos os outros, um deslise pode se tornar uma tensão como fio que toa e destoa toda a carne que percorre a todo momento uma adrenalina mortal.
Meses, viver sobre o ritmo acelerado de uma adrenalina é um vicio intenso. Um prazer que entorpece. Você espera a hora das coisas analisa regula e espera, o som do fio mais uma vez e sua carne cortando pouco a pouco. É um sangue quente rubro e intenso que jorra em uma proporção de horta.
Surtar é morrer um pouco. Cada dia um pouco. Viver o surto ou viver no surto. Viver os dois!
Por que surtar é se matar até mesmo em sonho!
Surto além de adrenalina pura é também uma ilusão paranóia, Não estamos surtando e sim criando um pseudo surto um pseudo problema. Mascaramos coisas fatos e assim vivemos mais um dia de surto. Por favor me traga a folha e o papel por que eu quero surtar em paz. Vou bater em todas as enfermeiras e desafiar todo e qualquer diretor. Tenho o gênio livre e indomável demais para ser anestesiado.

" Densas realidades as que vivemos"

Aleluia

Bicho de asa
Bicho sem asa
Corre, Voa
Baila sobre a luz
E enfim,
Morre.

Balanço

Entre o ar suspende chinelo
Entre a mangueira poeira
Entre o galho sorriso suspenso
Entre a corda mão segura
Entre as costas mão que balança
Entre a vida balanço para ver colina.

Bolinho de Chuva

A chuva trás
o cheiro
o recheio
os bolinhos

E eu me perco
a imaginar
que é tanta
chuva

Cada gota
oléo
frita
e canela
cai

Um tarde
vagarosa
morre
e me declino
a esperar
o meu amor.

Eu e Vó Divina

Desde que nasci eu e ela, ela e eu compactuamos dos mesmo sonhos do mesmo destino. Sempre gostei de seu cabelo branco do seu vestido florido e de seu modo manso de ver a vida pela janela singular das coisas.
Sua casa era uma casa antiga assim como os anos que se passaram tão devagar sobre ela, suas dores e ressentimentos caiam pouco a pouco assim como as árvores do fundo do seu quintal. Em uma tarde de inverno quando tinha 3 anos foi minha primeira visita solitária por entre as estantes de livros, tudo era tão grande e o mundo caia em cima de mim, os gatos eram bravos e o bolo de fubá quente demais, me habituei com os anos sobre as estranhezas daquela casa tão minha da poeira ao silêncio, da cultura a solidão tudo era impar.
Nos pontos aprendi tantos, entre os rococó, segredo, ponto cheio, as tardes eram nossas entre os gatos e as poltronas de veludo vermelho e ela sempre surpreendia entre um ponto e outro com uma poesia para arrematar o coração. E depois logo mais um bolo de rosas, sim, bolo de rosa, não me pergunte a receita, é coisas de família.
E quando criei asas resolvi bordar nas árvores, as mangueiras eram minhas e cada uma tinha um nome assim como as galinhas e pedras, tudo naquele grande quintal tinha nome, só não dava nome nas coisas sem graça! O regador tinha nome e a pedra que escondia o tatu também. A pareira. Fruta do Conde, Goiabeira, Baboseira, alecrim, romã tudo era meu domínio tinha gosto de aconchego de mansidão. Quando eu corria livre fingindo voar, ela sempre observava com olhar longe, talvez quisesse deixar livre enquanto eu ainda poderia ser assim.
Em tardes frescas sempre vinham as histórias do jardim ou não alimente demais as galinhas. Ela dizia que ouro demais para elas fazia mal. Ela sempre me narrou que aquelas galinhas eram de ouro por isso comiam milhos dourados. Tudo naquela casa e naquele quintal soava como se fosse mágico.
Minha Vó, tinha uma fé em tudo que era bom e era de Deus, uma fé impar, falava sobre as várias religiões e superstições, acreditava em Et e na força positiva do amor. Eu sentava com vários livros para entender Deus com 10 anos e não entendia nada sobre tudo aquilo, mas, de alguma forma acreditava que um dia entenderia...E como entendi anos mais tarde. Ela me ensinou a fé.
Era simples em essência e grande em pessoa, não sei como fazia isso.. colocava qualquer roupa, se comportava de uma forma natural e articulada não precisava falar que ela mandava, ela era e pronto, minha vó era melhor que Clarice. Escrevia coisas rotineiras que as pessoas achavam sem brilho, eu sempre achei de tamanha sensibilidade.. escrevia sobre pardais e memórias sobre flores e causos, sobre a vida...
Quando mais adulta narrou sua vida suas façanhas e sempre me dizia que eu era maior sempre maior cada vez que me via era mais gigante. Falava da força interna que devemos ter. Ela compreendia o humano no olhar, adivinhava a essência humana, e não era preciso tarot e ching, mãos e histórias. Ela entendia da humanidade do humano.
Ela entendeu do amor como ninguém amou o mesmo homem por mais de 80 anos e nunca amou mais ninguém, era como se a Davina fosse Divina para ter tanto amor assim... Em uma das conversar sobre amor disse
Amor Juliana, é como suicídio morresse um pouquinho todo dia, mas quando morresse ganhasse mais vida.
Pensei nisso por muito tempo... Ela amou.. E como amou por este amor foi capaz de tudo. Mudar o mundo o seu mundo. Criar filhos ve-los morrer. Mudar de casa. Mudar de pensamento, e até mesmo calar. Faleceu no dia dos namorados por ironia ou concordância. Não sei ao certo.
Sei que amo aquele cabelo branco, aquelas palavras certas e os teus versos e desenhos e hoje sou verso poesia prosa e fé é por você Davina Divina! Amo minha amada! Ela voou para o céu, por que quem é mágico nunca morre!

Amormeta


Eu caminho, esqueço das horas, dos dias e anos. A cada passo saio um pouco do quadro escuro, do quarto da casa e dele.

Enquanto caminho, passaram-se os anos os dias, meses e várias horas, eu não escuto e vejo mais espelho, parede. Reflexos do amor meta.. acabou esqueço..

Acabou..
Acabou.

sábado, abril 24, 2010

Hai Kais versos em três linhas

E o amor se apresenta
Se retira da mesa
e não paga a conta

O voar é simples
O viver é principio
e o morrer fim?

Das cores
vermelho verde
a aquarela acabou

Os grilos em noite
fazem serenata
meu jardim

Jardim das flores
jardim cidades
Jardins eternidades

Somos
Fomos e estaremos
A densa alegria
tensa tristeza
enrijece a vida

A história
é um ponto
e virgula

Nada é tão verdadeiro
quando a morte
toque

Iremos vencer?
Oráculos dizem
Sim destinos dizem...

O que resta agora?
A radiografia
e as roupas

O porto é logo ali
a solidão
também

Posso te carregar
duzentos passos
e morrer

O ácido morango,
não me satisfaça mais
tragam logo o veneno

A mentira se torna verdadeiro
a verdade se tornou uma mentira.

O jornal diz a verdade
o jornaleiro mentira
e você as meias

terça-feira, janeiro 05, 2010

Bonequinha

A boneca da pano sai da caixa
Andando com todo cuidado
Para não acordar a menina
Essa boneca é mesmo
Uma graça
Se pinta de menina
Mas, é bonequinha
Se pinta de mulher
Mas, é bonequinha
Faz ponta em salto alto
Mas, é bonequinha
E finge que ama
E não ama nada
Essa bonequinha é mesmo
Uma zombeteira
Ama tanto
Que não sabe nem o que ama
E de tanto que ama
Ama ele
Aquele, menino boneco
Mas ela esquece logo dele
Isso eu tenho certeza.
Pois amor de boneca
É um amor de vento.
Ela fica mandando beijinhos escondido
Para o vizinho
Ah essa bonequinha!

Sinceridade

Sei que sou sincera demais
Abusada demais
Falo demais
Canto danço
Sou tudo demais
O controle as vezes me foge ao alcance
A reflexão a critica me acompanhar dormem comigo todas as noites
Sou de marte
Tenho sangue nas veias
Vermelho rubro
E não me leve a mal por ser tão mal criada
Bonecas de pano
As vezes pensam
Não são somente feitas para ficar em prateleiras!
Músicas que me embalam são as serestas da noite
Espero não ser
Espero não fazer
Mal de ar te
Somente quero brincar
E fechar os olhos e me embalar
Não grito não finjo...
Sempre eu Sincera demais
Abusada demais
Amá-lo-ei
Confusões e profusões de sensações ao monte!

Quero um amor

Mas não é um amor qualquer
É um amor
Que me leve
Que construa
Que neva
Que seja livre
Que cresça
Que seja
Belo
Bonito
Que liberte
Que ajude
Que construa
Que entenda
Que compreenda
Que seja
Natural
Sobrenatural
Que ame
Que seja
Que veja
Que singular
Se torne plural
Bonitos sejam
Que leves sejam
Que livres sejam
Que cresçam
Que amadureçam
Que construam
Que compreendam
Que amem
Em tudo
E em nada também...

Soneto do Castelo

Se oferecer –me um castelo
Poderei ser feliz ao sol
Se deste me seus olhos
Verei a luz de um novo
Desse seu mundo
Quero estar sempre
Desde novo olho
Que se escandi
Toda essa luz
Castelo a formar
Casas a morar
Gente a se casar
Parece-me bom soneto
Para começar sempre
Verei a luz ti
Te verei casarei

segunda-feira, janeiro 04, 2010

Vai passar
Essa ânsia
angustia
mal no peito
ansiedade
do ter
vai passar
lagrima
vai passar
as memorias
os risos
as dores
vai passar
pagina virada
para terminar
um sorrir
e achar graça disso
pois tudo acaba.
Ele vai voltar
Por aquela porta que saiu
Ele vai voltar
Como um estranho
Ele vai voltar
Sem data certa
sem limite certo
Ele volta
Pois a morada
É aqui!
Ele volta.
Assim espero.
Todos os dias.
Ritualistica

Ele sempre
abre um compasso
e esquece o mundo

Ele sempre
esquece chaves
para portas certas

Ele sempre deixa
a torneira
a pingar lagrimas

Ele sempre
espera
a vida acontecer

O fim chegou

Assim como uma tarde em que o céu descasca o horizonte talvez um dia uma manhã o amor também chegue a seu fim, sem dramas e ressentimentos ele talvez seja necessário, ou não? O tempo é algo que responde a várias perguntas e que faz enumeras controvérsias talvez seja ele um remédio como dizem alguns teóricos ou seja um veneno que corre nas veias. Quando mais o tempo passa mais nos desligamos das coisas que realmente nos importa.
Mas, o fim chegou e comeu toda a superfície dos dias de sol todo o encanto do verão este verão parecia que nunca teria fim. Mas na praia diante a imensidão do mar os pensamentos se aprumam talvez devolvam a sanidade e as coisas voltam tal como são.
Com dor ou sem dor o fim chegou. A página virou e os projetos arquivados como se nunca tivessem sido falados ou construídos destino interessante aqueles que construímos sozinhos.
Amor
Sentimento nascido de um parto sem dor;
daqueles que não se sabe o fruto ao certo;
só vemos as flores e os perfumes inebriantes;
deve ter parto para partir;
deve ter semente que se abre;
e flor que se acaba;
e o fundo de perfume;
não é tão maravilhoso assim.

terça-feira, outubro 13, 2009

Subversando

Eu subverso uma realidade
Acreditando naquilo que bem entendo
Faço um reino imaginário
Onde pinto um cenário sem paredes
Logica co- existente
Um pleonasmo vicioso
Comparando o antes o agora e o depois
Tramando algo meu
Expondo de uma forma singular
Os pluralismo transversal
Que me é imposto
Subversando eu os outros e eu.

Teto de vidro

Pedras a cair
estilhaços a reagir
os gritos abafados
estouro as costuras
e o grito no vazio
tomo ar
meu telhado
quebrado
vento instalado
e as pedras não param de cair
telhado de vidro ao chão
mãos cortadas
e o telhado ar
e o grito seco
sangue.

Insanidade

reflexos e clarões
avenidas a ruir
motores a explodir
idéias difusas
cheiro insanidade

segunda-feira, março 23, 2009

O amor no Circo


Em uma festa de circo, sempre sobra o palhaço;
A bailarina é sozinha em sua perfeição;
O mágico muito irreal para grandes amores;
O malabarista se arrisca;
E coração da menina de algodão doce,
Neste momento bate mais forte pelo,
menino que vende maçãs do amor.


O maestro aumenta a valsa.


E o amor como bolhas de sabão enchem o circo.


E na esperança vive o palhaço pelo amor da bailarina
A bailarina pelo mágico,
O malabarista pela menina de algodão doce,
E o menino da maça do amor, ama só as maçãs que vende, pois elas
são vidras, doces e apaixonantes.


E um catavento fora do circo continua a rodar os ventos de amor distribuindo como um todo, compartilhando este sentimento mágico.


Música para acompanhamento: Mais uma canção - Los hermanos

quinta-feira, fevereiro 12, 2009

Estamos constru (indo) um Futuro s em Passos



É mão de bicho
É mão de gente
É mão de bicho gente


Eles morrem por que você tem fome.


Cada mão
um traço
e uma história

terça-feira, fevereiro 10, 2009

Hai Kais


O amor ecoando
Cada verso
Cada gota eu te amo.


Me basta um coração
Um alfinete
Para amar e sangrar.


Me basta um alfinete
Cerejas
Para fazer o amor.


Basta-me o amor
E o alfinete
o resto eu ponho a mesa.


O amor se faz
entre o fio
e a navalha.


Para crescer
filhote de passarinho
precisa voar.


Se os pingos
Molham
é por que o verão está no fim.


Plantei maçãs
E colhi
Elas eram ácidas.


.

segunda-feira, fevereiro 09, 2009

Plastics!

Hoje na minha sala, tinham dois tigres, três patos, um cachorro, três papagaios, um elefante, uma girafa torta, uma zebra quase morta, um chimpanzé sem orelha, um peixe sem rabo, um pinguim sem bico, uma vaca sem rabo, um cavalo sem pele, uma tartaruga sem casco, um rinoceronte sem chifre, um ornitorrinco sem olho e uma criança sorrindo sem dente, isto é o acaso ou é fato?
Pisei em todos eles de uma vez, a morte neste caso é preferível eles são auto regenerativos, me senti a gigante do reino, minha destruição foi grande todos mortos ou fingindo que é mais o feitio deles. Foi tudo sem querer, foi simplesmente para correr,desligar a televisão ,pois, a chuva tem raios e ficar sem t.v é o mesmo que ficar sem brinquedos? Minha imaginação vai bem mais além gosto quando chove por que me liberto dela, minha casa se torna uma selva e a criança mais livre. Poderia chover sempre! Gosto de anomalias afinal sou um animal sem rabo. Viva meus animais de plástico!


Somos tão plásticos, quanto eles!

sábado, fevereiro 07, 2009

Momentos


Em um momento parado
Um morto deitado
Em um momento distante
Uma noiva errante
Em um momento distraído
Um homem ferido
Em um momento ausente
Uma criança que mente
Em um momento presente
Um velho demente
Em um momento agora
a aurora se evapora.


Evaporando aurora todo dia!

quarta-feira, fevereiro 04, 2009

Escolhas



Srta. Emiliana sempre pinta as unhas de vermelho um habito normal, desde o verão passado faz isso todas as quartas e aos sábados, gosta de suas unhas sempre feitas e uma mão macia, ela diz que combina com ser uma mulher sofisticada. Tudo que vou falar dela se resume ao não, veste roupas de marca, salão cortar os cabelos, sorri por que não tem tantos motivos para isto, gosta de gatos. Ela sempre escolheu ser ela mesmo, com algumas excentricidades. Emiliana não gosta de perfumes de flores, de batons da moda, de sapatos de salto muito alto e de meias que parecem pertencer a sua avò, canecas altas, brilhos nas roupas, gelo no suco, e música clássica.
Emiliana agora está deitada em sua cama pequena com seu livro pequeno e no seu mundo também pequeno, mas, com sonhos grandes, ela tem que se definir entre amores.
Sempre existem opções, acha que ler Julia é melhor que encarar a realidade, ou então ver algum casamento lava a alma e garante depois exemplos de frustrações e diversas coisas mal resolvidas. Em sua família nenhum casamento deu certo. Ela tem que tomar uma escolha hoje e beber dessa escolha é tomar o copo de veneno sem alivio é se encher de cicuta e correr todo o quarteirão nua, sua escolha é entre seu namorado e um outro desconhecido encantado, não pensa por que não pode fazer isso sua mente está estática a anos com os falsos amores, anestesiada, toma a chave de casa e corre pela rua molhada com suas unhas do pé vermelhas olha para eles e pensa o quanto sangue existe em uma escolha mal feita, só tem que escolher e na vida tudo é a somatória da escolha e as vezes a sorte para colaborar, ela não acredita nem na sorte nem no amor, nem nas previsões que ela seria feliz com seu namorado. Na praia a cigana disse tanta coisa besta que ela se recusa e lembrar e acreditar.. Sua segunda opção um desconhecido encantado você não o conhece ao certo não sabe da história dele seus gosto e desgosto, isso que a encanta o desconhecido. Simples e direto. Hoje é quinta-feira, ela vai se casar no sábado, pensa que a felicidade existe e que depois do sim o mundo se transforma e transborda tudo ao mesmo tempo, pensa que o amor é fácil. E que sua escolha foi a melhor afinal ela foi escolhida. Ao menos ela tenta suas escolhas.
Faça bem as suas "escolhas" as minhas eu faço, es Colhas, plantei e estou colhendo!

sexta-feira, janeiro 23, 2009

Menina.

Ela se recria
Se cria
Se faz
Refaz
E por fim o sim.

Ela se cria
Se ilumina
Se retira
Refaz
E por fim é serafim

Ela se faz menina

" meninas são todo inverso ou reverso, é contradição que bate a porta, é um mundo que cria e se espalha ao mesmo instante contrai e retrai. Meninas são daimons ou demons?"

sábado, janeiro 17, 2009

Gaza

"E o sangue ainda escorre, tinge uma terra que é alimentada por ele, inocente sangue. Ouço batimentos de metal contra a pele. E eles me ecoam como 10 mil balas, morrer só se morre uma vez, viver a guerra é morrer por cada bala, e cada sangue que escorre é um pouco seu sangue, e cada filho que parte o meu choro é de uma mãe que não tem mais lágrima. Existe o medo no ar, a televisão mostra fragmentos e eu vejo o todo. Metal contra pele a todo momento, por uma causa sem argumento, Judeos e Palestinos.
Por Deusonde isto ira parar?"
Triste dia hoje, onde eu conto os mortos. jhu
Adalberto Monteiro, poeta e jornalista, é presidente da Fundação Maurício Grabois, escreveu um poema sobre gaza que me tocou bastante, por falar em criança. Espero que reflitam sobre a situação.
Corre sangue no rio Jordão
E os sacrificados não são ovelhas,
Mas meninos e meninas
Que agora nos tanques
Já não poderão atirar pedras...
Já não há gaze para tantos
Feridos em Gaza.
Atacada por mar,
ar e terra,
Gaza sangra,
Gaza geme,
Cercada, mutilada,
Gaza freme.
Gaza não é monte de argamassa,
Gaza é gente...
Mas, Gaza respira,
Gaza ama e resiste,
E lutará,
Até a última oliveira,
Até a última tamareira,
Até o último menino...

Ó povo judeu,
Que terrível crime comete
Vosso Estado!
A que estado caíste!
Vós, vítima dos guetos,
Vós, vítima do holocausto,
Vossos líderesTornaram-se de Hitler
Aprendizes.
Alguns já causam inveja ao mestre.
Ó povo judeu,
Liberta-te, pela memória
Dos teus,
Da vergonha de tua estrela
Adquirir a aparência
E a essência da suástica!
Como querer de um povo condenado ao gueto,
De um povo pelo inimigo dividido,
Reagir com a polidez dos diplomatas?
Ah!, amado povo palestino,
Por Arafat, por teus mártires,
Reconstrói tua unidade!
Que a bravura de Gaza,
Não nos acomode à poltrona,
Que a carnificina que a TV não mostra
Não seja apenas um filme que nos arranca lágrimas...
Olha para ti!
Acaso não és um romano
Sentando na torpe arquibancada
Vendo na arena
Os cristãos lutando contra os leões?
Faça alguma coisa por Gaza,
Mande uma carta ao teu político,
Meta a mão no bolso,
Sacuda os ombros de teu amigo,
Vá à tua janela e dê um grito,
Vá ao templo, corra à praça,
Mande um imeio, ou use outro meio,
Só não vale cruzar os braços
Ante essa matança, essa desgraça...
Ps: Não é hora de poetizar, preciso demonstrar indignação pois esta é minha lei contra a barbárie que se instala. Não posso ser poeta, reacionária sim!

sexta-feira, janeiro 16, 2009

Cores
amanhã – branco
amarelando
e quando vejo
amarelo canário
alaranjando
laranja
tarde – laranja ouro
vermelho
purpura
azulando
roxeando
azulzificando
e por fim noite inteira!

quinta-feira, janeiro 15, 2009

Faixa de Gaza

-Jhú?
-Oi
-Por que eles se matam na faixa de gaza.
-Por que tem a ver com politica, religião, facções Hamás, é uma luta sem causa.
-E por que lutar?
-Por que eles acreditam!
-E eu posso lutar contra eles?
-Não
-E por que não?
-Por que você tem 9 anos e um monte de coisas para viver.
-É mas, crianças de 9 anos também morrem lá.
-Eu sei.
-E é preciso parar, imagina agora tanta gente morrendo.
-Não vou deixar você ver televisão
-Jhú, mas, as pessoas mesmo assim vão continuar morrendo.
-Eu sei Milena! Mas, eu cansei de morrer por dentro todos os dias.
-E como é morrer por dentro?
-É sangrar pela dor dos outros, e este sangue não ter por onde sair.
-E a gente morre disso de verdade?
-Sim
-Mãeeeeee a Jhu falou que está morrendo!!!!
-Para de assustar a sua irmã


-E eu continuo a morrer. Até quando?

quarta-feira, janeiro 14, 2009

Para um desconhecido.

Os desconhecidos em minha vida, e todos que me passam, são os que dormem e acordam comigo. Dividem sonhos e madrugadas, seus olhos, sua pele e seu tempo já são meus.Vivemos em uma intensa e complexa relação entre o conhecido e o totalmente desconhecido. Sei dos seus possivéis sentimentos mas, nada além de palavras...
Em todo este tempo eu cresci com você, e compartilhamos tanto que não pode ser quantificado ou mensurado.
Quando passarmos um pelo outro não se esqueça das palavras, os sonhos. Da-me aquilo tudo em um instante só, como velhos conhecidos. E teremos um tempo intocavél para nós lembrar. Eu não quero falar contigo, eu gosto é de pensar em ti quando estou sentada sozinha, ou acordada à noite sozinha.Eu te esperarei, não tenho duvida alguma de que vou te encontrar ainda.E terei cuidado dessa vez para que não te perca. Para todo o sempre dentro de mim, meu nobre desconhecido.

Riciuz - riciando-- costurando

Uma mulher espera por mim

Uma mulher espera por mim, nela tudo se contém, não falta nada,
No entanto faltaria tudo se lhe faltasse o sexo ou a humidade do homem certo.
Tudo se contém no sexo, corpos, almas,
Significados, provas, purezas, delicadezas, proclamações, efeitos,
Ordens, canções, higidez, orgulho, o mistério materno, o leite seminal,
As esperanças todas, bens, outorgas, todas as paixões, belezas, amores, os deleites da terra,
Todos os governos, juízes, deuses, o cortejo de pessoas da terra,
Tudo se contém no sexo como partes de si e justificações de si.
Sem pejo o homem de quem gosto sabe e confessa as delicias do sexo,
Sem pejo a mulher de quem eu gosto sabe e confessa as do sexo dela.
Pois eu me afasto das mulheres insensíveis,
Para ficar com a que espera por mim, e com as mulheres de sangue quente que me satisfazem,
Eu vejo que elas me compreendem e não me repudiam,
Vejo que são dignas de mim e eu serei delas o marido vigoroso.
Essas mulheres não são em nada inferiores a mim,
Têm o rosto tisnado pelo brilho dos sóis e pelo sopro dos ventos,
Há na carne delas, antigas e divinas, agilidade, força,
Elas sabem nadar, remar, montar, lutar, atirar, correr, bater, recuar, avançar, resistir, defender-se sozinhas,
São supremas por direito próprio - são calmas, límpidas, donas de si mesmas.
Puxo vocês para junto de mim, mulheres,
Não as posso deixar ir. vou lhes fazer bem
Existo para vocês e vocês para mim, não apenas para o nosso bem, mas para o bem dos outros,
Envoltos em você dormem grandes heróis e bardos,
Eles se recusam a acordar pelo toque de outro homem que não eu.
Sou eu, mulheres, abro o meu caminho,
Sou severo, cáustico, indissuadível, mas amo-vos,
Não vos machuco mais que o necessário a vós mesmas,
Derramo a substância geradora de filhos e filhas dignos destes
Estados, assedio com músculo pausado e rude,
Firmo-me eficazmente, não dou ouvido a rogos,
Não ouso retirar-me sem depositar o que há de muito acumulei dentro de mim.
Através de vós eu dreno os rios enclausurados de mim mesmo
Em vós concentro mil anos de futuro,
Em vós faço enxerto dos tão amados por mim e pela América,
As gotas que em vós destilo farão medrar moças atléticas e ardentes,
novos artistas, músicos, cantores,
As crianças que em vós procrio vão procriar, por sua vez, outras crianças,
Exigirei, dos meus dispêndios amorosos, homens e mulheres perfeitos,
Eles irão se interpenetrar, espero, como eu e tu agora nos interpenetramos,
Contarei com os frutos dos generosos aguaceiros deles como conto com os frutos dos aguaceiros que agora entorno.
Vou ficar à espera das ternas colheitas do nascimento, vida, morte, imortalidade
Que tão amorosamente planto agora


Walt Whitman

*For You
Sinto que sinto.
Aspiro e solto
Solto o que sinto
E ao mesmo tempo re- sinto...

E em pessoas um sonho
E um sonho em cada pessoa...

Fabuloso destino, entre as contradições
Fabuloso é o mágico que faz sua ilusão mais uma vez

Idéias soltas...
Descrever- escrevo-lo

Entre as tantas histórias um filme.
Entre tantos mundos uma comunidade
Entre os tantos os raros
Entre os raros os notavéis
Entre estes o amor inesplicavél.

segunda-feira, janeiro 05, 2009

? Você sabe?

-Você sabe o que é o amor?
-É um sentimento um tanto abstrato, confuso contraditório...
-EU perguntei você sabe o que é o amor? Simples
-Sim eu sei.
-E o que é?
-Difícil definir...
-Então você não sabe.
-Sei cada um sabe do seu amor..
-Não você não sabe.
-E você sabe?
-Eu não sei....

Cada um sabe do amor que tem.

Da dor que sente.

sábado, janeiro 03, 2009

E voa tanto
Que sobra assa
E canta tanto
Que sobra canto
E ama tanto
Que falta coração?

Falta criatura para amar.

sexta-feira, janeiro 02, 2009

Seletivando

-É eu estou sendo bem seletiva escolhendo alguém com rigor, por que afinal as pessoas padecem de amor por que não sabem suas escolhas não sabem ser seletivas o bastante para tomar a decisão certa.

-É pode até ser

-Então, mas, eu sou extremamente criteriosa por que se não for depois corre o risco de não dar certo e sofrer coisa e tal.

-É pode até ser

-Mas, não tem nada de errado nisso tem? Eu vejo isso como uma coisa boa a se fazer.

-É pode até ser.

-Eu sofro sabe, por que procuro demais e não tem pessoas que sejam dignas o bastante para se construir um relacionamento.

-É pode até ser, mas sabe mais fácil você escolher uma televisão do que um marido.

-E por quê?

-Por que com tantos itens e seleção a tv lhe cai bem melhor, o seu marido seria somente um empregado a sua escolha enquanto a televisão te cairia como uma boa companhia.

Estamos seletivando tudo, não nós permitimos a nada. Ou então nós permitimos muito, a era dos extremos, onde os sentimentos e expectativas são preenchidos por meros clichês comportamentais. Canso-me às vezes de contos de fadas e de feminismos ferozes!

quinta-feira, janeiro 01, 2009

Por toda minha vida.

Nesta entrada de “novo” Ano que é velho ano..
O que você faria por toda a sua vida?
Tom Jobim em sua canção diz que ele amaria por toda a sua vida, uma só pessoa.
Ele resumiu o seu amor assim:
Minha bem amadaQuero fazer de um juramento uma cançãoEu prometo, por toda a minha vidaSer somente teu e amar-te como nuncaNinguém jamais amou, ninguémMinha bem amadaEstrela pura, aparecidaEu te amo e te proclamoO meu amor, o meu amorMaior que tudo quanto existe

E conclui eu sei que vou te amarrrrrrr por toda a minha vida

E eu concluo hoje, amem mais e intensamente. E por que não por toda a sua vida!
Amar amar e amar três vezes amar! Quem não ama é quem está morto! Ou ausente de si mesmo!

segunda-feira, dezembro 29, 2008

Se sorri, e fiquei, parti e não fui.
Fui e fiquei, sorri por todo o sempre.
E assim sorrindo, nunca mais parti.

E para...

E para cada sonho
Uma estrela
E para cada grito
Uma pedra
E para cada lagrima
Uma flor
E para cada tristeza
Um pássaro
E para cada amor
Uma gota de mar
E para cada pessoa
Uma pessoa
E para cada amanhecer
Um dia
E para cada noite
Um amanhecer
E para cada música
Uma natureza som
E para cada arte
Um aplauso
E para cada revolução
Uma mudança
E para cada prece
Um desejo atendido
E para cada desespero
A paz.

quinta-feira, dezembro 25, 2008

Natal 2008 -Meu conto Infantil

Minha criança escrevendo um texto.

Infelizmente o adulto que vive comigo entrou no stress dos dias na incompreensão na culpa, desespero e egoísmo. Fez tudo que um adulto perfeito idiota que é tem que fazer, fechou-se em um mar de reclamações de culpas, de coisas mal resolvidas. É, pois é no Natal dos últimos anos tem sido assim mesmo, são as expectativas e cobranças demais que sempre a sufocaram. Mas eu sempre estou aqui para sorrir para ela. Por isso eu criança resolvo escrever este texto para lembra a todos da simplicidade das coisas.
Então começo escrevendo, sei que ela está dormindo prefere dormir a encarar a realidade, prefere se refugiar a esperar o tempo, prefere as explosões à paciência. Mas, ela está aprendendo, sei que está ela também tem muito de criança ainda, e espera coisas e vive sonhos acordada.
Mas começando, hoje bem pela manhã sai da cama com os pés descalços por que até colocar os chinelos não iria dar tempo, corri pela casa procurando meus presentes adorados que tinha ganhado na noite anterior. E sentei no chão da sala, peguei meu exercito de bonecas, carrinhos e outras coisas mais e não estava mais na sala nem ouvia, mas as vozes daquela casa, estavam em outras casas de pessoas tão queridas e amadas que eu precisava abraçar e brincar com elas. E cada casa que eu aparecia na porta eles abriam com sorrisos gentis me abraçavam e nos brincávamos até eu precisar urgente ir até outra casa e assim foi o resto do meu dia percorrendo enumeras casas, e brincando com minha criança e desejando ser naquele momento exato um pouco mais amor. Eu sei que minha outra parte ficou em casa dormindo, mas, eu não me importei, pois eu precisava brincar e lembrar como era bom o gosto do Natal. Agora mesmo está chovendo muito acho que vou pegar minha caixa de lápis de cor e pintar um céu azul, um parque imenso e todas as pessoas reunidas como uma grande família, celebrando o amor, esquecendo a dor dos dias, e tentando, confiando que o recomeçar é sempre o hoje.
Por isso hoje a criança que assina tem 5 anos, tem um vestido laranja sapatinhos brancos. Ela não sabe quem foi menino Jesus e não se importa com o presente que vai ganhar nem com a comida que vai comer um abraço para ela é mais importante.Abrace sua criança hoje, fique mais leve.


Ela acreditava em Papai Noel, e sempre colocava sapatinho na janela, daqueles de verniz preto. Montava todos os anos a sua árvore de natal como se fosse um santuário do bom comportamento do ano. Levava capim para as renas do Papai Noel. Somente pecava por um detalhe ela procurava todos os presentes antes e os abria com tamanha maestria tirava todos os durequinhos e depois os colava, e quando recebia o presente fazia aquela cara de surpresa. Sabia o que todos iriam ganhar e sabia até o que não ia ganhar. Nunca gostou de Peru nem das ceias enfadonhas com adultos falando coisas a lá nostalgias. Ela gostava de ficar olhando o céu, e um dia se perguntou por que Papai Noel não fazia uma fita aprova da sua xeretice, nunca obteve resposta. Todos os anos de Natal eram margeados por pelos contos de Natal, pelos especiais de Natal da T.V, e por aqueles abraços memoráveis que só se dá em uma criança que acaba de receber o presente de seus sonhos. E hoje adulta pensa, onde foi parar seus presentes seus sonhos de gavetas seus amigos imaginários e sua crentice.


“Eu sou eu mais a minha circunstância.” (Ortega y Gasset - filósofo espanhol). (Charles Baudelaire- 1821-1867). Para esse escritor “a poesia é a infância reencontrada” .
E se voassem, eles voariam alto
E se descobrissem a formula seria raro
E se despontassem esses segredos
Seria grande mistério...
E grande força para toda ciência
Sem mais delongas conto o mistério para o vôo.

Amor somente ele em grandes proporções e extensões!
A menina do 6º andar

Carta:

Bom dia sol.
Hoje prometo ser melhor que ontem.
E ajudar mais pessoas.
Prometo não responder coisas feias para Maria, mas se for só dentro da minha cabeça pode neh?
Prometo hoje cuidar melhor do meu peixinho “INHO”
Não vou prometer muita coisa, por que tenho uma lista longa de coisas para fazer.

Primeiro quero construir um castelo, não sei se faço a giz, areia ou papel.
Depois que construir este castelo quero colocar algumas coisas essenciais lá,
Gente para morar, mas acho que ninguém vai querer morar de faz de conta.
Faz de conta que nos moramos lá
Chorando sem lagrima
O planto dor se mistura
A terra saliva
Cresce
E uma flor roxa nasce
Essa flor
É uma pseudo flor
Que tem espécie definida
É a flor da vida
Que o tempo levou

Riciuz
Deveras foste minha meus olhos
Ferido sobre amor me falas-te
Por bons olhos tinha dei –te este amor
E circundei de rosas seu planto com amor

Ingrata querida do seu consolo fiz-te
A mais rogada senhora do meu viver
E me dês-te o desprezo alma minha
E me dês-te este seus seios maculados

Bom gentil servidor fui para ti
E imolastes todo este ser nos teus
Caprichos cobra cruel sedutora

Maçã do fruto que plantei-ei
Faço da minha suplica ultima
Véu de sangue pulpura

Riciuz
Ele se foi.

Na tarde de domingo depois do café da manhã parecia que o tom da voz o poro e toda cor mudava..
E assim foram durante os dias, mudanças ocorrendo pouco a pouco, dando adeus a alguém como se não fosse parte.
As janelas abriam e batiam pela manha os raios do despertar tudo anunciava o novo, menos meus olhos abrilhantem sobre tal novidade. Só viam a velha cera vermelha do corredor e as trincas do banheiro azul e rosa.
Não gostava das tarde de Domingo elas me davam tédio e isso me abrigava muitas correntes. Ele se mudava dali partia em espírito e eu não me dei conta, estava presa em correntes naquela casa, com aquele jeito de ser mulher, de cozinha mulher de marido, mulher da vida.
E ele se foi bem debaixo da tarde de Domingo se foi e não voltou, não foi para a terra voltou para o ar ou voltou para lá, voltou para fechar a janelas.
E eu ainda o espero como naquela tarde, sobre flores.
Em uma tarde rosa, a menina azul, sorria o branco e acenava com suas mãos, era uma partida cinza. O barco verde deslizava pela água vermelha. E a saudade amarela já começava apertar, quando ela grita o roxo.
- Vou sentir saudades!
E escorre o translúcido prata que diz em um abafado som.
- Eu mais ainda!
As folhas se colorem e descolorem até a chegada da carta branca. Dizendo as mesmas saudades e as boas novas vermelhas.
E as intensidades em tardes rosas da menina azul continuam
Encontros

Quando crescemos muitas coisas mudam
E com elas nossos desejos
Sempre queremos mais
E o tempo passa
Sempre deixamos com ele lembranças
Memórias que às vezes eu sinto bem perto
É tão perto este sentimento que eu posso tocar
Vou voar com eles
E assim te sentir melhor
O tempo passou a saudades é na velocidade da luz
E vou te encontrar ao longe
Minhas mãos não podem te pegar
Pois você está tão longe
Mas isso não importa, pois nos reencontramos.
Esquecimentos

- Que dia é hoje?
- Domingo.
- Sim, mas o dia?
-Hoje é um dia que olhei no espelho e vi muitos reflexos duetos e parece que esqueço de alguma coisa.
- Feriado em Belo Horizonte? Faz um ano que a gente se conhece?
- Não
- Não creio esqueci seu aniversário?
- Sim, foi dia 5
- Desculpa o esquecimento
- Tudo bem, eu não ligo para a data, sabe eu só queria saber o dia de hoje!
- Ah hoje é dia 9.

Riciuz
-
Eu espero um tempo, e o tempo passa, eu me distraio e ele passa novamente, quando vemos tudo passou e várias das coisas ficaram, e talvez o que ficou significou algum dia.. Mas é só o tempo passando para dizer....
Eu vejo em toda rua
Uma prostituta em quase toda esquina
Um bêbado em todo banco
Um mendingo em cada sinal
Uma criança a pedir
Uma mãe a caminhar
Rostos marcados pela linha mundo
São tantos..
Eu os vejo em cada sereno
Cada esquina
Vejo um agora em minha frente
Devo teme-lo?

Riciuz
Farfalhar.

A sombra da mangueira sento para ouvir o farfalhar das folhas, e mesmo nesta tarde triste e anuviada o vento corre limpando a poeira dos dias, fazendo rodamoinho que revela as pedrinhas e tira as sementes da baqueará da semana passada que caíram.
Este vendo faz farfalhar os meus poros vibrando toda umidade de lembrança longa e curta revivendo, fechando os olhos para o relembra mento.
O vento farfalhou e a fagulha extinta voltou coloriu o cinza juntou os poros e agora vive.
Formando nuvens passageira
O céu parece descer e as estrelas descem
O sabor tem brisa gosto de água molhada gelada
É dia bem cedo
É estrela no céu
Somente eu e a dança das folhas galopantes.
Sinto saudades de ti!
Hei dor!
Vai –te embora
Volta não
Fica de canto
Sai pelo vão
Fica sem ar
Some
Desaparece
Rala
Pelo ralo
Estica pelo vento
Some na poeira
E viva a solidão
Vai dor
Vai –te embora!
Na vida quimicamos, quimequemos, somos químicos da química da ciência da vida.
E se somos o químico o instrumento e o trabalho, onde é que se esconde o ensaio?
Não ensaiamos em tubo, não fazemos testes, quimicamos, quimequemos com nossos dias, e eles quimicam com a nossa velhice falta de paciência dor.
Mas que coisa boa é esta vida de químico.
Por que bom mesmo é fazer a escolha, dentre as tantas substancias existentes escolher o componente exato daquilo que chamamos de combinação. Combinamos a todos momento e isto resulta a explosão, vida e isto tão somente resulta no amor.
No Brasil,

Não tenho vontade de falar sobre...
As vezes tenho vergonha
Poucas eu tenho orgulho
Nas muitas vezes da vergonha fecho meus olhos pensando em ética
Nas poucas que tenho orgulho penso esperança
Sei que não vou conseguir falar mais que isso
Existe um nó na minha garganta que me impede que eu fale, que coloque tudo aquilo para porta afora. Meu grito não adiantaria..
Gritar na terra de surtos de loucos e ladrões e dar margem a cães latirem mais alto

Riciuz
O tempo entre eles passou como vão de dedos
Entre os pés no final de cama que sempre se enroscam em uma valsa noturna
A cada passo, caminhante estrada longa, vida passada, relógio marcado
Sempre deixando o pó para trás e as alegrias em pé
E sobre os pés as marcas, buscando sempre o amanha e o depois..
Pés juntos no rio, terra, areia de praia em fim de tarde em meias no inverno e a distancia no verão
Vivemos pés, por entre os dedos escapou o tempo, mas o amanha e o depois
Sempre!

Riciuz
Para rimar
A rima tola
Daquelas que sai de fundo de carretel partido
O coração achado em meio a fios de linha solto
Diminuto ser que costurou o coração de botão da boneca
E este diminuto se tornou inho para ser mais amor, pois tudo que se conjuga no pequeno é grande na emoção.
-Pensar futuros...
-Não posso!
- Mas por que não?
- Por causa da inconstante chamada tempo!
- Mas o que tem de errado com ela?
- Com ela nada é com a gente!
- E a gente ta errado onde?
- Errado nada, nem me lembro...
Poderíamos comparar a vida a um circo; sim a um circo, dependo da sua escolha ele se transforma. O nosso circo da vida é composto de toda a magia escolha que podemos ter. cabe a nos únicos e exclusivos diretores, direcionar nosso grande e fabuloso espetáculo.
Dentro dele somos um pouco palhaços, pois com o riso se faz vida e da vida se faz o riso, ingênuo e tolo do bom bufão que faz todos rirem que transforma as cores e faz dos momentos algo único. Dentro dele somos um pouco malabaristas, com grandes claves suspensas ao ar lidamos com esses enfrentamentos diários sem deixar as coisas caírem, elas podem até vacilar mas somos habilidosos ágeis, e o show tem que continuar. Somos mágicos, temos sonhos impossíveis, viramos uma cartola e do nosso esforço nascem flores, voam pássaros e mais um sentido espetacular. Neste picadeiro somos trapezista que buscam na mão do outro a confiança do risco no ar. E assim construímos nosso circo. E todo o circo faz gracejos e festejos por onde passa, faz do seu trabalho sua profissão algo de alma. E o circo precisa viver para todo o sempre e o cortejo do ultimo espetáculo é triste para quem vê é grandes saudades ,mas, tendo a certeza que ele vai continuar em toda esquina do céu ficamos mais felizes e dizemos um breve adeus. Por que circo é assim onde passa faz história e quando parte vida só fica a eterna saudades.
Quer conselho?

Conselho este!
Tire este seu coração da estante esse pó de areia, e vem amar de novo.
Não tente ame.
O resto são só conselhos.

Riciuz
Queria ver as coisas mais do alto mais de perto.
O céu é grande e vasto, seu azul intenso, com nuvens brancas de titânio.
Entrei em uma roda que me guia ao céu e com suas mãos sobre as minhas não senti vertigem nem medo na subida paramos para ver o horizonte. Eu queria estar para sempre, tocando as nuvens estrelas e na certeza da sua mão com a minha buscando apoio.
Na queda abaixo senti medo, sua mão não estava mais lá e parecia que esta tudo virando sobre o meu próprio eixo.
Quando meus pés tocaram o chão tive a certeza que rodas gigantes imperam assim como o amor entre suas subidas e descidas.
Eu rodo para o alto paro por um instante e no outro já estou no chão da vida.
Viver a emoção dos dias isto é a roda da vida.
Rasgando

Rasguei as cartas
De amor
Amor no papel
Rasguei e queimei
As velhas coisas
As nostalgias foram embora
Rasguei um passado material
Fiz do rasgo um ultimo abraço
Amanha não terei o papel amarelado
Ele ira decompor
Para repor outra historia outra carta...

Riciuz
2008-07-10
Reside em mim um espirtio vespertino.
Que acorda todas as manhãs.
Reside em mim um espírito noturno
Que acorda todas as noites
Só me resta então viver pelos dois.

Riciuz 2008-05-03
Somos células de livre pensamento vivendo em uma alucinante viagem de tempo espaço...
Abismos existem, mas constroem sempre pontes altas para serem ultrapassadas, não existem cavernas... e sim somente lugares para dormimos, repousarmos, pois a aventura nunca acaba. Ela começa agora acaba de começar, abra seus olhos vista seus chinelos.
Cuidado com os degraus eles são altos para quem nem nasceu...

Riciuz 2008-01-09
Sou soma
Subtração
Divisão
E multiplicação
De gramáticas
Dicionários
Gêneros
Semântica
Sou gente!
Ambulante
Historionando
A biociência
Chamada
Vida

Ouço la revolucion?
Tenho saudades

O tenho já passou
Mas me lembro de tanta coisa
E coisas boas
Que quando eram
Eu nem me dava conta
E agora que passaram
Me levam a mão na consciência
E aquele suspiro saudosista

Ah! Que saudades!

Passou e eu passei com eles?
Será que fiquei pressa ao tempo espaço remoto?
Ou será que deixei –me em algum lugar?

Não sei...

Ah! Que saudades!

Suspiro

Riciuz
To existindo

Sem pesar
Sem sentir
To existindo
Para existir
To fazendo
Por fazer
Vivendo
Por viver
Existindo
Por existir
Isto é
Exis
Tir
Mentir
Vou viver
Mais
E existir
Menos

Riciuz
Todos os dias quando o sol nasce
Nasce com ele à vontade de ti dar Bom dia
E ao longo do Boa tarde
Ao anoitecer, uma boa noite.
E assim evocar todo o bom em dia, tarde, noite.
Fazendo do bom uma constante, de um desejo meu para você sempre!

Riciuz
Transparecer, esconder por detrás de cada palavra
Renascer, a cada ação
Ser, por toda a vida
Aspirações, desejos que me perseguem
Liberdade, em cada passo, vertigem de uma dança.

Riciuz 2008-02-15
Ultima marcha de carnaval

Entre os foliões
Eu te vi passar de um jeito
Bobo de ser
Sorrindo acenando para gente estranha

Não parecia você
Mas era com certeza
Algum personagem seu
Colocou a mascara

Disse para mim que iria ser natural
Natural é ser você mesmo
Não precisava tanto
Precisava disso?
A alegria é algo
E vc tem dela?

Riciuz 2008-02-04
Vê a cantiga em festa
Acabou
Vê o lírio em praça
Secou
Vê o gato na janela
Morreu
Vê você no espelho
O tempo se esqueceu...

Riciuz 2008-06-17
Vejo além de toda montanha distancia real e imaginaria
Vejo além dos montes, montanhas e nuvens.
Meus pés andam até o limite de sua pessoa.
E param
espantam
Dobram-se para te ouvir
Sempre estão contigo.
As marcas,
As palavras
O ser
As minas de longe de carvão sabem.
E os cafés da cidade vêm.
O ourives do outro lado da rua também
No geral é que guardo você sempre comigo...
Verbetes de amor

Eu amo você – Primeiros 5 anos

Amor eu gosto tanto de você – 1 Década

Passado 2 Décadas a mulher – Está chegando nossa boda de ouro

Na boda de Ouro – Eu sei que não foi fácil superamos tudo e estamos aqui.

Pensamento de Mulher – Meio mortos...
Você tem que dormir?

Mas, para que?
Para sonhar!
E para que sonhar?
Para ser mais feliz.
E quem não sonha, não é feliz?
Não sei.. faz tempos que não sonho e que não sou feliz.....

Riciuz
2008-04-21

quarta-feira, novembro 19, 2008

A noite dobrada

E a noite que dobra as flores
Dobra os brotos e rosas
E a noite que vem dobra as roupas do varal
Dobra as dálias e camélias.
E as noites que vem
Dobraram, eu e você.

Ps: Dobrando sempre para dobrar melhor.

segunda-feira, novembro 17, 2008

Marcos Valério e o Amor!

Disse para Camila que eu não sei se gosto ou não gosto.
Resposta:
-"Eu me mantenho no direito de ficar calado" declaração segundo Marcos Valério...

E a moça passa alguns dias a se perguntar da tal subjetividade da frase.
Calado até quando?

quinta-feira, novembro 13, 2008

Tia!
Oi?
Por que você não tem namorado?
Por que eu não quero...
E por que você não quer?
Não sei, Vitor me deixa seguir a aula...

Passada uma semana...

Tia, tenho um presente para você Prô!
Oh Vitor obrigada.

A professora rasgou o embrulho e viu um bonequinho de papel vestido de terno muito elegante.

Nossa, Vitor muito bonito mesmo!
Ah que bom que você gostou Prô.. Por que agora você pode casar com ele!
Vitor eu não posso me casar com bonecos.
Mas, Prô todo mundo tem um namorado
É Vitor tudo tem a hora certa para acontecer...

No outro dia

Vitor leva á escola um relógio, jura que achou a hora certa da professora ser feliz!

terça-feira, novembro 11, 2008

Uma sexta feira fria
Chuva na rua
E o amor que chega
E não sabe onde se por.
Talvez ele se decomponha em Si maior
Com as gotas de chuva que caem
E brindam umas nas outras
Ou talvez ele fale ao vento somente.
E agora passado o tempo isso é confidencias de estrelas

Este amor talvez seja grande, talvez seja pequeno, mas, não era para acontecer comigo. Pois era uma sexta de novembro era tarde da noite e eu me esqueci de mim por um momento. Os vagas lumes iluminavam assim como as conversas o vento e o todo por dentro. Era a amplitude do todo, retumbando sereno o amor que chegou como o vento.

Desabafo metafórico

terça-feira, novembro 04, 2008

Comida Verde

- Eu não quero comer “arface””!
- Alface João!
- É arface
- Certo e por que não?
- Por que não....
- Mas isso faz você fica forte e não ficar doente.
- Se mato fosse bom o meu coelho não tinha morrido.
- Mas João ele morreu ... Por quê....
- Já sei por que ele não tomou água
- Não...
- Então Por que Professora:?
-Ah, por que ele comeu flor...
- Nossa mas tem bicho que come flor e não morre.
- Ta bom, come o que você quiser ta João!
- Prô, o coelho não morreu!
- ....
- Mas, é que ele tinha que morrer um dia né?
- É João todo mundo morre um dia...
- Mas os coelhos não deveriam morrer afinal mato é saudável
- Certo... Mas todos morremos.
- Até você professora?
- Claro...
- E quando vai ser?
- Talvez daqui a pouco..

João come todo o prato e se enche de salada.

- Nossa que bom você comeu tudo, muito bem!

Depois de meia hora no parque, uma roda de crianças começa a conversar baixinho e João logo corre e fala:

- Professora antes que você morra quero contar que eu comi tudo o mato e que adoro salada, não vou mais fingir que escovo os dentes e não vou quebra mais as pontas dos lápis e nem colocar o dedo no nariz.

E assim começou um monte de crianças a falar um monte de coisas que não iria fazer mais.

- Eu sorri, e disse que tudo aquilo era bom.. Mas que eu iria demorar um pouco talvez muito.

Eles me olharam desconfiados e voltaram a brincar, mas, Giovanna que perdeu o pai se agarrou nas minhas pernas e ficou. E eu somente peguei no colo e disse que eu era imortal feito mulher maravilha e tinha super poderes, mas que ela não podia contar para ninguém que era segredo, ela tinha que ir correndo brincar.
E assim foi todas as crianças sabem do tal segredinho de eu ser a mulher maravilha, logo na minha primeira gripe uma reação adversa, outro capítulo para amanha isso.

segunda-feira, novembro 03, 2008

Finados

O que é morrer professora?
É dormir para sempre no corpo e a alma voar para outros mundos.

O Homem aranha vai morrer algum dia?
Não sei, ele é um herói.

Mas, se até aranha morre por que ele não pode morrer?
Não sei Vitor.

Mas, professora você tem a resposta!
Está bem, ele morre!

Ufa! Ainda bem!!!
Por que Vitor?

É por que meu tio mora no céu, e ele adora o homem aranha! E o homem aranha poderia dar carona um dia para ele na sua super teia.
Mas, Vitor lá eles voam!
Que nada professora, nem anjo tem mais asa no dia de hoje!

Ah é e como você sabe?
Sabendo oras! Olha para mim eu tenho asas?

Não, você está falando que é um anjo?
É pelo menos minha mãe acha.

É Vitor você é um anjo!
Está vendo só Prô eu tinha razão! Ah o homem aranha vai demorar um pouco será que o Batman ou o Super- Man vão para lá antes? ... Proooooooooo o Super – Man clarooo! Ele voa e vai para lá direto. Vou mandar uma carta para a Casa da Justiça!

Vitor... Ele já tinha corrido para ver sua mãe e eu fiquei olhando para o céu buscando asas ou super poderes que nem a morte pode dar jeito.

domingo, novembro 02, 2008

Ninos

-Tia, eu não quero andar na fila!
-Ah é, mas, por que?
-Por que eu tenho que olhar para as costas do André.
-E como você queria andar de lado de mãos dadas.
-Pois, então ande.

O quanto somos condicionados a andar um atrás ao outro, a sermos números, a nós vermos pequenos. E um nino, viu com outros olhos o andante da vida.

Semanas depois:

- Hei, Artur e como você está se sentindo andando de mão dadas com seus amigos?
- A Prô, eu gosto muito. É que nem dar abraço, a gente sente o amiguinho pelas mãos.
E o que é esse sentir?
- Sei não, só sei que é igual abraço da mamãe, é um sentimento muito legal e bom.

Sejamos mais afeto, hoje e sempre desenhar mãos dadas e fazer sempre andar por entre o caminho de tijolos amarelos que dá em Oz.Olhar o outro e andar ao lado talvez seja uma proposta romântica, mas, em tempos glaciais que nos encontramos, os pequenos voltam a ser mais amor, e eu aproveito com suas pequenas peças de afeto. Para ficar afetada por esse amor simples humano e sincero.

Sejamos mais sinceridade e amor hoje.

quinta-feira, outubro 23, 2008

Apagadores

E a lousa vira pista
E seus carros os apagadores
Que correm e deixam fumaça giz
Quem vence é quem brincar mais antes que a professora chegue.
Quem perde é o dedo duro que delata todo o percurso.
A professora diz que giz faz mal e continua sua aula
Mas a imaginação dos pequenos ainda está na corrida de apagadores

Quando crescem não brincam mais de carro, não sabem mais apagar as coisas, e nem desenham com giz. Quando crescem se aborecem.E se aborecem, por esquecer dessas coisas simples que gostavam de fazer!

Ps: Brinquem com vocês!

quarta-feira, outubro 22, 2008


E a menina desenha
Desenha, seu corpo, seus olhos.
A menina desenha seu mundo
Sua casa, sua família.

A menina cresce
E esquece
Do seu corpo de seus olhos
A menina esquece de seu mundo
De sua casa e de sua família!

Tragam giz de cera!



PS: Nunca esqueça da menina em você!

segunda-feira, outubro 20, 2008

E hoje o Sol
Beijou Maria!

Sem querer
A lua viu tudo.

E querendo explicação
Fechou no canto escuro.
Foi assim que foi o eclipse lunar.

E o sol querendo perdão
Tratou logo com a Lua
Do casamento
E os dois vivem felizes se namorando.

Ps: ame mais para ser melhor!

sexta-feira, outubro 17, 2008

Bebi hoje todo o sol,

Por isso que veio a noite,

Comi toda a noite..

E por isso veio dia..

Ps: Dialéticando o tempo para ver se dura mais!
Eu,
Gosto do jeito
Do estranho modo
Do ser composto
Gosto do cabelo
Do estranho jeito
Do composto figurino
Gosto do nome
Do estranho aparente
Do ser desconcertante
Gosto da voz
Do pensamento tempestuoso
Do ser tão misterioso.
Gosto simples gostar composto!

Amo simplesmente.

A vida é o amor.
Oxigenando as células.
E vivendo um pouco dentro de mim.
Organizando a vida em hemácias.


Ps:Eu sou pra você, o que voce é pra mim!
Bom dia.

Hoje o bom dia, não é um desejo mecânico normal de convivência.
Eu dou bom dia por que desejo isso.
Eu dou bom dia com toda fibra que vibra.
E finalmente eu dou um bom dia para você.
Aquele bom dia meio cantando, meio gritando, falado baixo, arrastado.
Bom dia para Senhora da vila.
Bom dia para o Senhor da Mercearia.
Bom dia meus amigos e amigas.
Bom dia para quem faz mais sentido o meu Bom dia!


Ps: Para todos os queridos que fazem do meu dia mais dia e do meu amor mais amor. Eu@!

quarta-feira, outubro 15, 2008

Cetim

E no meu rosto
Morava boneca
Que há tempos não via;
Ela se pintava toda a tinta;
Para se fazer mais bonita no baile da vila;

E no meu rosto
Morava boneca
Que á anos não vejo
Ela se pintou e dormiu um sonho profundo.
Amou

E no cetim de seu vestido, mora
todo o amor do mundo.

sábado, outubro 11, 2008

Eu calo.
Calo simples.
E calando
Eu me emudeço
E não tenho força alguma contra
É assim que é João.
O sempre calado povo.
Calo calejado povo democrático
Eu calo simples eu me calo.
Minha força é inexistente frente ao paredão.
Não existe mais forma da dura perseguição.
Existem formas, menos perversas.
Mas silenciosas.
O povo se cala e não vê
Existem regras a serem seguidas
Tenho medo!
Calo
E simples calo!






" Vou pedir a santos em teclados para que envie uma luz para o país, em tempos de crise até teclado pede"!

Ps: Para o Léo

domingo, agosto 10, 2008

Fecundando

Fecunda o segundo
Segundo fecundado
Pela raiz da veia tempo
Germina a gema
Do espaço
E a gema
Faz do ovo
Raiz da vida
E a vida do ovo
Nascer uma nova fecunda

quarta-feira, agosto 06, 2008

O certo é um tanto incerto

A lua brinca de ser onda
O mar brinca de ser luz
E a menina brinca de ser sonho.

As ondas correm pelo céu
O mar escorre pelo ar
E a menina escorre pela torneira

A lua brinda a noiva nova na cidade
A cidade brinca de ser lua
O mar brinda a menina

O mar mora na lua
A menina mora na cidade
E o sonho brinca de ser mar

O mar namora a menina
A menina brinca com o mar
O mar de tanto esticar sai pela torneira

E o sentido não necessita
Nem a rima, nem o sentido
Nem a correção
O certo é um tanto incerto meu pai!

deixa eu fazer canção da minha confusão e refúgio na minha grande bagunça

domingo, agosto 03, 2008

As conversinhas

- O que você vai ser quando crescer?
O menino olha não responde e a professora começa a tentar adivinhar possíveis profissões.
- Médico?
- Não
- Veterinário?
- Não
- Professor?
- Também não.
- Então o que?
- Cortador de cana.
A professora fica parada estática sem saber o que falar, pensa no menino passarinho de 6 anos com um facão na mão, e pensa que a gaiola escola as vezes não ensina o que devemos ser, ou será que ensina?
Cortador de cana é fazedor de açúcar e para ela a vida mais doce, ele tem o nome de Peter é por isso que tem esse sonho, só falta agora querer ir para a terra do nunca. Nessa escola de meninos passarinhos Peter já chama atenção por sua ousadia, inocência?

Pode ser tudo ao mesmo tempo..

sábado, agosto 02, 2008

“Valsas invisíveis” serenas

tudo começou singelo doce
sereno

tudo começou em setembro
sereno

tudo começou no beijo
sereno

tudo começou na valsa
serena

tudo começou no encontro
sereno

tudo começou no invisível
sereno

tudo começou na distancia
serena

tudo começou na dor
serena

tudo terminou
sereno

a valsa invisível
do sereno que escorre hoje

será o livro a recordação?
sereno

quarta-feira, julho 30, 2008

Sapo Azule

E na sala do jardim de infância a água entra por todo o lado, sobe até a altura dos joelhos ralados, sendo bem fria e macia; aparece a criatura puladoura mágica e curiosa ela faz o seu barulho de chuac que é tão alto que parece uma sinfonia de vários primos sapos juntos, ele é azul celeste brilhante, tem asas do lado, pula alto e dá bom dia, come estrelas que bóiam na água com tanto gosto que até parece ser os biscoitos da vovó nata, mas como o sapo come estrelas sendo que é dia? São estrelas mágicas que só podem ser vistas por sapos azuis. As crianças riem e nadam junto com o sapo, conversam com ele sobre a vida boa no rio e no céu, afinal ele auxilia os anjos em grandes emergências.

A professora volta para a sala, abre a porta e sai a saparia a água e todo aquele tantão de estrelas.A sala volta a ser uma sala de aula normal. E as crianças ainda sorriem e esperam o jacaré para um visita surpresa. Afinal eles só tem 4 anos!

A gente sorri por qualquer coisa assim, e para não chorar a gente ri de qualquer coisa mesmo. Os velhos ditados são imporporados as velhas frases, a magia fragmentada em versos, as palavras homeopáticas e a vida sorri.. ou somos nós que sorrimos para ela meio amarelados?

segunda-feira, julho 14, 2008



Surreal

Acordei para um sonho.
Viajei para longe
E parei em leste.
Virei ruas
E chegando

Foi simplesmente
Surreal

Não acordei desse sonho...

"Vocês são aquilo que podemos chamar de amor!

quinta-feira, julho 10, 2008

As Maçãs

Na feira orvalhada
Não escorre o veneno
Escorre os bueiros
Do fino madrigal

A maçã
É tão rubra
Em meio a tantas rugas
Que se passam
Olham curiosas

O que será que olham?
Será seu veneno?
Será seu orvalho?
Seu vestido?
Ou seu cabo?

Maçã não é menina!
Não é gente!
É fruta
Flor – fruta
Que fruta – flor!

Maçã não se perde
Apenas se despede
Vai andar por outras bandas
Cansou de sorrir criança
Os banqueiros sorriem como
Se fosse o ultimo desejo.


Toda feira, rua, avenida e casa tem uma maçã para quebrar o movimento da vida, vermelha e verde!

segunda-feira, julho 07, 2008

De.senha.

Desenho para quadro
Para ver se enquadro
Melhor o quadro

Desenho melhor
Para ver o quadro
Enquadro o quadro

Melhor o quadro
Que enquadro
Desenho o ver

Enquadro o quadro que vejo desenho.


to vivendo o hoje plantando o ontem e colhendo o depois...

domingo, julho 06, 2008

Os quadros

3 quadros uma tira.
Uma pequena história.
Começo meio e fim

Quadros, quadrinhos, quadradinhos
Quadro para quadro
Quadrinhos de gente

Inventando inventar
Criando o criar
Revivendo o reviver

E viver o vivendo
Verbo ser estar
Quadro tira

Tira de quadrado
Vivendo o compacto
De ser uma tira de quadrinho.





Eu voltei, depois de tempos a saudades é grande a escrita pulsa. vou pintar isso com mais cores.



segunda-feira, abril 21, 2008

O silêncio bate toda porta parede
Bate na janela vidraça trancada.

Bate o vento do norte e sul
Com tamanha voracidade
Que tira toda tinta azul
Notas 2- retificações

Metas métricas do tempo espaço medido sou
Metas métricas do tempo espaço medido meu
Metas métricas do tempo espaço medido nosso
Metas métricas do tempo espaço medido todo
Metas métricas do tempo espaço medido
Metas espaço métricas do tempo todo perdido nosso...
Da ausência

Da sempre curo a dor com lisador
Da ausência de sempre
Para curar da dor anador
Da ausência sempre presente
Para passar o corte merthiolate
Da ferida
Gaze e ar fresco
Do tudo mais mal resolvido
Não tem remédio...

domingo, abril 13, 2008

Algo de cristal para me contar?
Não só tenho diamantes
Conte-me
Não são quebráveis
E o que queres de eterno?
Seu amor.

" Para se apaixonar pelo apaixonante todo dia" Riciuz

sábado, abril 12, 2008

O menino da casa ao lado se mudou
Não sei se vou vê-lo no próximo verão
Ele tem olhos verdes lindos
Não vai a missa de domingo
E diz não acreditar nos padres
Nas manhas de sábado vai a feira com a sua mãe
Coloca seu all star sujo seu cabelo sem pentear
E eu o olho como se quisesse disfarçar

Ele olha devolve o olhar.
Mas não sei que olhar é esse
Escrevi cartas para deixar no portão
Mas não tenho coragem.

Já recebi uma flor no meu portão
Mas deve ter sido o vento que trouxe


Ele é tão vivo que seus olhos parecem ter magia dentro
Não sei por onde começa seu sorriso nem por onde termina
Eu não sei dizer nem por que eu gosto dele
Tenho medo da mãe dele notar
Por isso que não fico muito a olhar a casa ao lado

Eu sei que estou leve hoje não sei se por gostar dele
Ou por ter visto ele no meu portão
Ele é assim uma mistura de sonho com canção
Coisas de coração de uma menina...
Ele se muda semana que vem
Meu coração vai com ele
E olha a chuva que vem vindo...


Coisas de coração de menina
Enquanto lá

Enquanto o lá não vem
Fico com o ka de meu
O lá mora longe
O ka vem de eu quieto sozinho
O lá mora longe além de lá
Enquanto lá não vem
Ka estou eu.

Riciuz

segunda-feira, março 24, 2008

Paineira

-A paineira é muito grande né tia! Olha como ela é linda!

-Sim ela é linda. Acho que você gostou dela por que as flores são cores de rosa!

-Não tia, gostou dela por que ela é grande e da uma boa sombra! E você gosta dela por quê?

-Gosto do seu fruto do seu algodão gostos dos seus espinhos e da sua boa sombra, gosto de tudo nesta árvore.

-Então por que não planta ela tia?

-Por que árvores assim são grandes demais para quintais pequenos como o meu!

-Mas seu quintal é grande!

-Sim eu sei, mas não quero sombra em casa...

-Mas sombra é bom.

-Sombra é bom Meninha, mas sua tia sempre quando se deita para descansar lembra que á tanto a fazer.

-E por que não faz tudo isso cantando em baixo dela?

-Por que elas são grandes demais e o vento sempre vem quebrando galhos espetando feridas.

-Tia será que a gente esta falando de árvore?

-Não estamos falando de amor de paineira.

-E como é amor de paineira?

-É amor que cresce com tronco cuidadoso, da flores, frutos e vira paina e corre solto pelo ar, precisamos sempre recolher ao vento.

-Tia eu não entendi é nada, Só sei que a árvore é linda com estas flores. E que você precisa de uma no seu jardim.

“Precisamos de mais sombra” Riciuz
Fazem 7 meses

O coração foi deixado aos roxos, ficou flor de amor perfeito, tava oco por dentro nada ocupava o canto que tudo preenchia você, em todo lugar tinha ainda a meia esquecida, a música escutada, o beijo perfeito, a palavra sincera. Os ecos dos ocos vasculares me fizeram chamar por diversas vezes seu nome e sempre ele voltava mais intenso e chamava sozinho na amplitude de toda cavidade do meu ser. E o tempo esqueceu de passar, a dor de curar, e eu de procurar cicatrizar.

Flor de amor perfeito fui eu te dar, procurar no bairro da liberdade em esquinas museu estações. E não te achei como antes achei mudado diferente, estranho, não te conheci por nada. E agora os ecos param de gritar a flor de amor perfeito não tem mais cor, passou...

Queria-te como amigo, mas, hoje não sei como saber definições.
Onde está você, deixamos-nos a 7 Meses, e você se mudou para Antártida

"Para um amigo este conselho simples"

Nota 1

Acordei sentei-me aqui para dar uma nota fantástica...

Mas a única coisa que consigo pensar é na família nos amigos e em seus problemas.
Soluções eu tenho algumas, mas existem delicias da dor que precisam ser passados por eles...
Eu sei que depois de um tombo arranhão ou dor de cabeça tenho remédio para quase tudo.
Enfim dores de todo mundo para todo dia eu assoprar cacos de coração para ajuntar, e palavras de amor para derreter coração de calcário.

E vamos vivendo assim entre as notas fantásticas desta vida tão vida.

sábado, março 08, 2008

Qual é o prato do dia?

Nostalgia

E de sobremesa?

Fotos preto e branco

E o café?

Acontecimentos e historias

E depois?

Saudades.


Quero viver saudades hoje! riciuz

quarta-feira, fevereiro 27, 2008

Na reunião de Família

- Hei Menina. O que você vai ser quando crescer?

- Gente grande!

- Não perguntei que profissão você quer?

- Bem, eu já tenho minha profissão!

- Como assim já tem uma profissão, você ainda tem 6 anos!

- Eu não preciso crescer para ser eu já estou sendo, não vê não? Sou médica cuido do avô todo dia e dou remédio. Cuido das Bonecas sou mãe professora cabeleireira tudo junto e ainda psicóloga delas. Sou desenhista, mas estou abandonando a profissão meus lápis estão muito pequenos... Ta vendo não preciso crescer para ser.. Já estou sendo.

O homem olhou com tamanha indignação e perguntou:

- E o que você acha que eu sou?

- O Senhor é investigador de polícia é claro, quer saber o que eu sou e o que eu faço. Tudo bem vou me entregar, eu roubei biscoito ontem da lata da vovó e também enganei o Bob (cachorro). Mas o pior de tudo é que eu escondi a Anna Bele (boneca) e não sei onde ela esta agora.

- Eu não sou investigador de policia, mas posso de ajudar a procurar?

- Se o senhor não é vamos brincar comigo vou mostrar todos os meus esconderijos. O que o senhor vai fazer quando crescer?

- Mas eu já sou grande sou escritor!

- Grande escritor eu não sei, mas que o senhor é grande isso é!

"Contínuo a ser criança...Riciuz

sábado, fevereiro 23, 2008

O amor longe


-Tia por que você ta triste?

-Por que meu amor mora longe.

-Mas ele mora perto!

-Não ele mora muito longe a vários Kl de distância em outro país...

-Não ele mora perto!

-Olha a lua está vendo? Está bem distante não está?

-Sim está.

-É quase a mesma distancia, que ele esta agora.

-Tia eu já disse que ele mora perto!!

-Perto onde?

-Dentro de você!

-E como ele pode dentro de mim?

-No seu coração! Que pergunta mais boba a sua!

-Ele mora sim, mas eu não consigo ter ele aqui comigo...

- É por que você esqueceu de amar ele hoje, mamãe diz que quando a gente sente muitas saudades de alguém é por que esqueceu de amar a pessoa. Não olhe a distancia tia olhe somente a estrada. Meu pai sempre disse isso para minha mãe!




"Amor de longe, amor de perto, amor simplesmente amor." Riciuz

A gente é de ferro?

No hospital


-Tiaaaaaaaa por que você ta doente?

-É por que às vezes o corpo falha e precisamos colocar uns óleos para arribar e assim continuar.

-A gente é que nem carro?

-Mais ou menos

-Todo mundo aqui vai trocar óleo?

-Sim

-E quando não funciona o que acontece?

-Enferruja

-Ah!

Ele brinca com seu carrinho azul e verde na recepção do hospital fazendo do carrinho uma nave, um barco e depois um avião.

O menino Diego de 6 anos ruivo de sardas grandes vai caminhando com seu coquinho nu.

-Tiaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaa ele ta enferrujando olha só ele!

-Não ele só tem sardas, meu filho!

-Não tia acho que ele foi um menino mal e a mãe deixou ele na chuva e depois cortou o cabelo dele, ta parecendo cabeça de prego enferrujada.

-Ele vem aqui trocar óleo Menino, por isso que ele esta careca.

-O que é câncer tia?

-É um monte de piruá que nasce na gente e depois virá pipoca, aí num tem espaço mais para gente. Para acabar com isso é só óleo de quimio.

-Tia mais você vai ficar boa. O menino prego enferrujado também

-Assim espero!

-A gente é de ferro?







"Ferro fundido em altas temperaturas do tempo de fé e simplesmente de bons amigos" Riciuz






domingo, fevereiro 17, 2008

Quebrando

Mãeeeeeeeeeee eu cai (O menino chorando e segurando o joelho)
Levanta e vai se lavar não quebrou nada antes de casar sara

-Gui o que você está fazendo?
- Tia passando cola no joelho vai que eu quebrei mesmo, quem tem visão de raio x é só o super homem mamãe esta longe disso.

-E o que é isso na sua mão?
- É que minha mãe disse que antes de casar sara. Aí eu pensei que a pessoa que eu mais amo em todo esse mundo é você, ai fiz esse anel de papel espero que não se importe é só de mentirinha a gente engana o machucado sabe ai eu saro e você pode voltar a ser minha professora.

- Gui me empresta sua cola?
- Para que tia? Você machucou o joelho?
- Não para colar meu cor cordes.

Colando para ver se dura mais... Riciuz

quarta-feira, fevereiro 13, 2008

Na padaria

Hoje busquei pães, para ver gente com rosto conhecido.
Vi somente os velhos de sempre
Hoje fui buscar pães
Para ver velhos franceses
Hoje fui buscar pães
Para ver velhos franceses burgueses doentes
Hoje fui buscar pães
Para ver os pães velhos de sempre
Hoje fui buscar pães
Para ver o velho da padaria com seu mal-humor de alvorada
Hoje fui buscar pães
Para contar os passos de 87 até minha casa
Hoje fui buscar pães
Para tentar ser um pouco mais feliz!

terça-feira, fevereiro 12, 2008

Uma vitória por dia

A noticia veio como um trovão rasgando o céu fechado, e se transformou em uma chuva torrencial. Anulei a noticia, preferi esperar o tempo a fé que são o melhor remédio para doenças. Passaram 5 meses, mas foram 5 anos e alguns meses os dias para esta doença são como anos e cada dia é uma vitória.

Tinha breves notícias sempre sobre o estado da querida amiga, no entanto eram sempre amenas, visitei algumas vezes bem menos do que eu gostaria, eu sinto pela dor dos outros.
Viajei para longe para buscar o tratamento quimioterapico, e o que encontrei além de rostos esperançosos foi historias de vida de pessoas que querem viver mais, ser mais, além...
E o que descobri é que o amor transforma, recupera, regenera.
Estamos a falar com câncer, mas a cura para toda doença; só não a para a descrença.
Estamos lutando ou apáticos no tempo? Prefiro pensar que vencemos todos os dias, uns mais outros menos depende da sua intensidade de fome de viver mais.

A tanta gente no mundo outros vivendo outros tantos morrendo. Podemos morrer, mas nunca nos render. Podemos viver e nos render. A escolha da vida do vivente. Ela quer viver 125 anos e eu 225 para contar as histórias e os feitos.

segunda-feira, fevereiro 11, 2008

Até o Ano que vem


Guardei as fantasias, em caixas grandes.
As sandálias com restos de confete.
Os tons de sombras, batons.
Guardei

O samba
A bossa
O novo
O velho também
Todo samba tem muito de
Maria de João
Bossa Nova.


Por entre as ruas não vejo mais os mesmos rostos
Agora voltamos a ser-nos
Guardamos

E ele que disse que conta os anos de sua vida pelo carnaval
Fez mais um ano
Ele guarda toda a alegria
Até o ano que vem.
Que assim seja!
11 carnavais restam
Ou será que 11 se passaram?

Ele sempre passa, e eu, passo a passo com ele em uma contramão da folia sou muita valsa e ele bloco de carnaval.

“Todo carnaval tem seu fim” LH

quarta-feira, fevereiro 06, 2008

Sol

A menina do 6º andar olhava pela janela vermelha, meio triste, seus grandes olhos verdes percorriam a praça e fixavam sobre a rosa do Seu Manoel.
Desceu as escadas e correu até a praça a rua ainda esta suja de confete serpentina, o carnaval tinha passado, mas, ela nem notou isso.

O sol não despertara estava igualmente ao dia da quarta feira de cinzas todo recolhido.
Sentou na terra. E ficou muito triste vendo que a rosa estava murcha sem vida e suas folhas meio mortinhas.

- Rosa você brigou com o cravo?Já sei desmaio de rosa é assim nem responde quando a gente fala. Quando alguém desmaia a gente coloca água na cara, será que desmaio de rosa é igual?
Ela correu para frente do prédio subiu as escadas correndo.
- Bom dia Seu Manoel
- Bom dia menina, O que a Senhorinha esta correndo tanto assim?
- Sabe Seu Manoel tenho um caso urgente médico para resolver caso de vida ou morte.
-Mas o que é menina o que aconteceu??
- A Seu Manoel, é tão triste que melhor nem dizer.
A menina começou a chorar.
Seu Manoel a pegou no colo.

- Mas pode me contar, que eu não conto para mais ninguém segredo nosso.
- Sabe a rosa do Senhor, então ela brigou com o cravo agora está toda desmaiada no canteiro nem parece rosa mais, ta parecendo erva daninha de tão feia e largada, vim correndo assim para dar um jeito no desmaio, e dar uma lição boa no cravo.
Seu Manoel deu um sorriso doce.
- Vamos então cuidar da rosa, eu vou tirar ela do desmaio ela precisa de água no pé, e sol para fazer a fotossíntese. Eu já vou levar água para ela. Depois você pode ir visitá-la para ver se ela já ficou boa?
- Posso sim, mais vai demorar muito?
- Não é bem rápido.
- Obrigada Seu Manoel.

Ela correu com suas curtas perninhas abrindo as portas, pegou seu giz de cera desenhou um lindo sol, e a nas pontas dos pés pegou emprestada a maquina fotográfica de sua mãe.
Desceu as escadas, viu na Praça Seu Manoel dando água para a rosa, sim ela parecia melhor.
- Aqui está o sol e a maquina para ela fazer a fotossíntese. O Senhor acha que ela pode fazer algo tão complicado assim sozinha tirar fotos e desenhar? Vou deixar o desenho aqui na frente e tirar umas fotos, por que eu tenho que levar a maquina loguinho se não mamãe se zanga comigo. Mas Seu Manoel o senhor vai deixar uma maquina para ela né?
- O sol não veio hoje Dona menininha por que ele tirou férias logo ele vem, mas seu desenho está bem bonito. A fotossíntese ela faz sozinha ela respira um gás perigoso e depois devolve o ar limpinho para gente.

- A rosa é uma maquina de fazer ar limpo? Ela deve este desmaio de tanta porcaria que respiro. Mas mesmo com tudo isso que o Senhor me falou eu ainda acho que a culpa toda é do cravo, amor faz a gente ficar meio bobinho, vai que a rosa sobre de amordemais.
- É Dona Menininha, até mesmo as rosas sofrem de amor, mas elas sofrem de amor de ar!
- E como é sofrer de amor de ar?

A menina do 17º apareceu isso quer dizer que continua no próximo dia.